Adeus ao gigante: os icônicos Boeing 747 do Air Force One encerram 35 anos de serviço nos EUA
Após mais de três décadas servindo como o principal meio de transporte para presidentes dos Estados Unidos, os icônicos Boeing 747-200, que operam como Air Force One, estão se despedindo. A notícia surge enquanto a Casa Branca aguarda a chegada de novas aeronaves que assumirão essa função de prestígio e segurança.
Funcionários da Casa Branca compartilharam mensagens emocionadas nas redes sociais, marcando o fim de uma era. A despedida simboliza a transição para uma nova frota, mais moderna e adaptada às exigências de segurança e tecnologia atuais. A saída dos veneráveis VC-25A abre caminho para os futuros VC-25B.
A despedida dos veteranos 747 ocorre em um momento de antecipação para a entrada em serviço de novos aviões. A Força Aérea dos EUA confirmou que os atuais VC-25A continuarão a fazer parte da frota ativa, mas o foco agora se volta para os substitutos. Conforme informações divulgadas pela CNN, a transição para os novos modelos é um passo importante para a modernização do transporte aéreo presidencial.
Despedidas emocionadas marcam a aposentadoria do 747
O diretor de comunicações da Casa Branca, Steve Cheung, usou a plataforma X para compartilhar sua despedida, chamando a aeronave de “bom e fiel servidor” em sua “última viagem”. Ele publicou uma foto do Boeing 747-200 modificado, identificado pela Força Aérea como VC-25A, que serviu como palco de inúmeras missões presidenciais ao redor do globo.
Dan Scavino, vice-chefe de gabinete da Casa Branca, também expressou sua gratidão, compartilhando um vídeo do avião. Ele destacou a sorte de ter voado “pelo mundo todo neste avião icônico durante cinco anos e meio, dos 35 anos em que ele serviu aos presidentes dos EUA”. Suas palavras refletem o impacto duradouro dessas aeronaves na história recente do país.
A chegada dos novos Air Force One: Boeing 747-800 em adaptação
A nova geração de Air Force One será composta por três Boeing 747-800, que estão sendo extensivamente modificados para se tornarem os VC-25B. Um desses aviões é um modelo de luxo doado pelo governo do Catar, que servirá como aeronave de transição enquanto os outros dois, em adaptação pela Boeing, ficam prontos em aproximadamente dois anos.
O avião cedido pelo Catar tem sido alvo de discussões e escrutínio por parte de parlamentares e especialistas em segurança. As preocupações giram em torno do custo da adaptação e da incorporação de sistemas de segurança e comunicação de ponta, essenciais para a função de Air Force One. A expectativa é que a entrega deste avião de transição ocorra até o verão de 2026.
Um legado de serviço e momentos históricos
A atual frota VC-25A, com mais de trinta anos de uso, acumulou um histórico impressionante, transportando presidentes em visitas a locais tão diversos quanto Iraque, Cuba, China e Austrália. O presidente George H. W. Bush foi o primeiro a voar em uma dessas aeronaves em 1990.
Um dos momentos mais marcantes do serviço do Air Force One ocorreu em 11 de setembro de 2001. O então presidente George W. Bush foi rapidamente transportado para um local seguro a bordo de um VC-25A após os ataques ao World Trade Center, utilizando a aeronave para se deslocar entre bases e, posteriormente, retornar a Washington para discursar à nação. Em 1995, a mesma aeronave transportou os presidentes Bill Clinton, Jimmy Carter e George H. W. Bush a Israel para o funeral do primeiro-ministro Yitzhak Rabin.
O futuro da aviação presidencial: novos designs e tecnologia
Os novos aviões trarão um esquema de pintura renovado, com tons de vermelho, branco, dourado e azul escuro, um design proposto durante o primeiro mandato de Donald Trump e que foi restabelecido após sua reeleição. Este novo visual contrasta com o tradicional esquema azul-claro e branco, que foi temporariamente revertido pelo governo Biden.
A Força Aérea indicou que o avião de transição, após a conclusão das modificações, está previsto para ser apresentado no verão com a nova pintura. O custo estimado para adaptar a aeronave doada pelo Catar é inferior a US$ 400 milhões. O objetivo é garantir que a Força Aérea continue a cumprir sua missão de forma inabalável para o comandante-em-chefe, enquanto estabelece uma base sólida para o futuro do transporte aéreo presidencial.