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AVC não é sentença de morte, AVC tem tratamento eficaz: avanços, atendimento rápido e equipes multidisciplinares aumentam chances de recuperação, dizem especialistas

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O acidente vascular cerebral, conhecido como AVC, é uma emergência que ocorre quando há problema na circulação sanguínea do cérebro, e pode causar danos sérios se não houver atendimento imediato.

Nos últimos anos, houve progresso nos recursos terapêuticos e na organização do atendimento, o que mudou o prognóstico de muitos pacientes acometidos por AVC.

Conforme informação divulgada pela CNN Brasil

Tipos de AVC e como eles agem

Maramelia Miranda, neurologista vascular da Unifesp, explica que existem dois tipos principais de AVC. O isquêmico, responsável por 70% a 85% dos casos, acontece quando uma artéria que leva sangue ao cérebro fica obstruída, causando lesão por falta de circulação. O hemorrágico, menos comum, corresponde a 15% a 30% dos casos e ocorre quando uma artéria intracraniana se rompe, levando ao extravasamento de sangue e compressão das estruturas cerebrais adjacentes.

Embora o AVC hemorrágico seja potencialmente mais grave, podendo levar a desfechos fatais com maior frequência que o isquêmico, os especialistas destacam que nenhum tipo de AVC deve ser considerado uma sentença definitiva.

Tratamentos, avanços e quem cita os progressos

Gisele Sampaio, pesquisadora e neurologista do Einstein Hospital Israelita, ressalta que, nos últimos anos, houve avanços significativos nos tratamentos disponíveis para ambos os tipos de AVC. Esses progressos incluem terapias de reperfusão para o isquêmico, procedimentos endovasculares e abordagens cirúrgicas ou de neurointensivismo para casos hemorrágicos.

Quando aplicados de forma rápida e eficaz, esses tratamentos podem reduzir sintomas, limitar sequelas e, em alguns casos, reverter déficits neurológicos.

Por que o tempo e a equipe fazem diferença

O prognóstico do AVC depende da rapidez do atendimento e da experiência da equipe. Serviços organizados, com protocolos de triagem e acesso a intervenções como trombólise e trombectomia, aumentam as chances de recuperação.

É fundamental que o atendimento seja realizado por uma equipe multidisciplinar especializada, com possibilidade de intervenções cirúrgicas quando necessário, especialmente nos casos hemorrágicos.

Reconhecimento dos sinais e prevenção

A educação da população sobre os sinais de alerta é essencial. Reconhecer sintomas e buscar atendimento imediato pode fazer toda a diferença no resultado do tratamento e na qualidade de vida após o episódio.

Além do reconhecimento precoce, medidas de prevenção incluem controle da pressão arterial, tratamento de fibrilação atrial, cessação do tabagismo, alimentação equilibrada e acompanhamento médico regular para fatores de risco.

Os dados citados e as observações sobre tratamentos e prognóstico foram baseados em relatos e informações divulgadas pela CNN Brasil.