Defesa busca melhores condições de saúde e tratamento para ex-presidente
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta quarta-feira (18) a visita dos advogados de defesa ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão ocorre após a defesa reforçar o pedido de transferência de Bolsonaro para a prisão domiciliar, argumentando a necessidade de um tratamento médico mais adequado durante sua internação.
Jair Bolsonaro está hospitalizado no Hospital DF Star desde a última sexta-feira (13), diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. A condição foi causada pela aspiração de líquido do estômago. O ex-presidente solicitou ao STF permissão para se reunir com seus consultores jurídicos enquanto estiver sob cuidados médicos.
Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes havia agendado a visita para a terça-feira (17). No entanto, em um despacho posterior, a data foi alterada para esta quarta-feira. Conforme informações divulgadas, a defesa de Bolsonaro voltou a solicitar a prisão domiciliar ao ministro, alegando que a estrutura do sistema prisional não seria suficiente para garantir o acompanhamento contínuo e imediato em caso de complicações de saúde.
Visita de advogados remarcada pelo STF
Em despacho, Alexandre de Moraes determinou: “Redesigno a visita dos advogados do custodiado, Drs. Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser, para o dia 18 de março de 2026, observadas as regras do hospital”. A medida visa permitir que a defesa de Bolsonaro possa discutir estratégias e o andamento de seu caso, mesmo durante o período de internação hospitalar.
Estado de saúde de Bolsonaro e pedido de prisão domiciliar
Bolsonaro foi internado após apresentar sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Um boletim médico divulgado na terça-feira (17) indicou uma melhora clínica e laboratorial, com nova queda nos marcadores inflamatórios. Ele segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.
A defesa argumenta que a prisão domiciliar não seria um privilégio, mas sim uma providência necessária para assegurar condições mínimas de tratamento médico. Segundo os advogados, o objetivo é evitar a ampliação dos riscos clínicos, permitindo acompanhamento permanente por familiares e profissionais de saúde, monitoramento contínuo e acesso imediato a atendimento hospitalar em emergências.
Argumentos da defesa para a prisão domiciliar
O relatório médico de Bolsonaro aponta a possibilidade de novos problemas de saúde, e a defesa sustenta que mantê-lo na Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses no âmbito da trama golpista, gera um risco progressivo. A equipe médica do sistema prisional, segundo os defensores, não seria capaz de prover o acompanhamento contínuo e a resposta imediata que uma complicação de saúde do ex-presidente poderia demandar.
O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, reiterou o pedido de prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes em uma reunião descrita como “tranquila e objetiva”. Moraes indicou que analisará a possibilidade em “momento oportuno”, sem, contudo, definir um prazo para tal análise.