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Turistas gaúchas baleadas em área de conflito agrário em Prado, Bahia, duas feridas, cinco suspeitos presos e cinco armas de fogo apreendidas em operação integrada

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Duas turistas do Rio Grande do Sul foram atingidas por disparos na manhã desta terça-feira, 24, enquanto passavam de carro por uma área de conflito fundiário no município de Prado, no extremo sul da Bahia.

As vítimas têm 55 e 57 anos, estavam de férias e fazendo um passeio quando o veículo em que estavam foi atingido por tiros, segundo relatos. Os nomes não foram divulgados e o estado de saúde delas também não foi detalhado.

No fim do dia, forças de segurança confirmaram a prisão de cinco suspeitos e a apreensão de armamentos e celulares, conforme informação divulgada pela Polícia Federal e pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia.

Prisões e apreensões

Autoridades informaram que cinco pessoas suspeitas de terem atingido as turistas foram presas durante a operação. Foram apreendidas cinco armas de fogo e aparelhos celulares, conforme as equipes.

Em uma área de mata fechada próxima ao local do ataque, em território em disputa e ocupado por supostos indígenas, as equipes localizaram duas espingardas, um rifle e dois revólveres, segundo as autoridades, os armamentos estavam enterrados.

Operação da Força Integrada

A ação foi realizada pela Força Integrada de Combate a Crimes Envolvendo Povos e Comunidades Tradicionais, composta pela Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Departamento de Polícia Técnica e Corpo de Bombeiros.

As equipes atuaram na região para prender os suspeitos e recolher provas, em uma operação que buscou também mapear a dinâmica dos confrontos no local.

Contexto do conflito fundiário em Prado

A área onde o ataque ocorreu é marcada por conflitos fundiários recorrentes, envolvendo ocupações indígenas e reivindicações de produtores rurais, e a tensão vinha crescendo nos últimos dias.

Na segunda-feira, 23, o Governo da Bahia informou o envio de forças de segurança ao extremo sul do estado para ouvir demandas e reforçar o policiamento diante da escalada de tensão no local.

Como colaborar com as investigações

As autoridades pedem que denúncias que possam auxiliar nas investigações sejam repassadas pelo telefone 181 (Disque Denúncia), com garantia de anonimato.

O caso segue sob investigação, e as forças de segurança dizem estar apurando a dinâmica do ataque e a motivação dos envolvidos, enquanto a comunidade local e visitantes aguardam esclarecimentos sobre a violência na região.