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Trump promete “retomar conflito” se Irã matar soldados americanos, em meio a sinais contraditórios e alerta do Departamento de Estado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (4) que a morte de soldados americanos pelo Irã seria motivo suficiente para retomar rapidamente o conflito. As declarações foram dadas em um momento de mensagens divergentes sobre o status do cessar-fogo entre os dois países e em meio a trocas de disparos entre Israel e o Hezbollah no Líbano.

“Se eles matassem soldados americanos, acho que eu faria isso muito rapidamente”, disse Trump a jornalistas no Salão Oval, em resposta a uma pergunta sobre se tal ato cruzaria uma linha vermelha. A tensão na região se intensifica, com o Irã respondendo a ataques e o Líbano registrando mortes mesmo após um acordo de trégua.

As declarações de Trump ocorrem em um cenário complexo, com o chanceler iraniano indicando a ausência de um “processo significativo” nas negociações, apesar de Trump ter sugerido que um acordo poderia ser alcançado “neste fim de semana”. Conforme informação divulgada pela CNN, o Departamento de Estado dos EUA também emitiu um alerta aos americanos no Oriente Médio, recomendando “contínua cautela” diante da volatilidade da segurança na região.

Trump aberto a encontro com líder supremo do Irã em caso de acordo

O presidente americano revelou que estaria disposto a se reunir com o novo líder supremo do Irã, caso um acordo para encerrar a guerra seja alcançado. Ele expressou que, embora não busque o encontro, ficaria honrado em realizá-lo se isso selasse um pacto. Trump comentou que o líder iraniano “provavelmente é um profissional” e que, em “alguns círculos, ele tem uma reputação muito boa”.

Programa nuclear iraniano e preços dos combustíveis em foco

Trump reiterou a posição de que o Irã não pode possuir armamento nuclear, afirmando que “todos concordam com isso”. Em relação aos preços dos combustíveis, o secretário de Energia, Chris Wright, atribuiu as altas mais às políticas de energia verde dos democratas do que ao conflito no Irã, declarando que as políticas democratas “elevaram os preços de energia muito mais do que um conflito no Irã”.

Cessar-fogo no Líbano registra mortes e Hezbollah rejeita acordo

Um soldado israelense foi morto por um míssil antitanque do Hezbollah no sul do Líbano, apesar de um acordo de cessar-fogo ter sido firmado entre o governo libanês e Israel. Trump mencionou que “houve progresso” e que o Hezbollah “ligou para nós e disse: ‘Que tal parar?'”, mas as forças de ambos os lados dispararam horas após o acordo. O líder do Hezbollah, apoiado pelo Irã, rejeitou o pacto, e Trump classificou o conflito como “interconectado com o Irã”.

Congresso impõe revés a Trump e Departamento de Estado pede cautela

A Câmara dos Representantes aprovou uma resolução para limitar os poderes de guerra de Trump no Irã, representando um revés para o presidente. Paralelamente, o Departamento de Estado dos EUA lembrou os americanos no Oriente Médio sobre a “contínua necessidade de cautela”, alertando que o ambiente de segurança “permanece complexo e pode mudar rapidamente”. Alertas de viagem para diversos países da região foram mantidos no Nível 3 (Reconsiderar Viagem) ou Nível 4 (Não Viaje).

By Ana Clara Martins

Ana Clara Martins é jornalista e redatora especializada em cultura pop, entretenimento e tendências digitais. Atua há mais de 5 anos na produção de conteúdo para blogs, portais e redes sociais, sempre com foco em engajamento e credibilidade.