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STF mantém indulto natalino de Bolsonaro: OAB perde recurso e perdão para crimes de até 5 anos segue válido

STF forma maioria para manter indulto natalino de 2022, negando recurso da OAB

O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou maioria neste sábado (11) para **manter o indulto natalino de 2022**, editado pelo então presidente Jair Bolsonaro. A decisão rejeitou um recurso apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O indulto, que concede perdão a pessoas condenadas por crimes com pena máxima de até cinco anos, foi validado pela Corte, que considerou a medida constitucional. Agora, o foco do julgamento se volta a um recurso da OAB que buscava detalhar os critérios para a concessão do benefício e sua aplicação em outros casos.

A informação foi divulgada pelo próprio STF, que agora encerra o julgamento no plenário virtual na próxima segunda-feira (13). A decisão final reforça a validade do decreto presidencial, impactando diretamente o sistema de justiça criminal.

Entenda o Recurso da OAB e a Posição do STF

A OAB, atuando como amicus curiae (amiga da corte), entrou com um recurso pedindo que o STF **ampliasse a tese firmada no julgamento inicial**. O objetivo era obter um detalhamento maior sobre os critérios para o indulto, buscando maior segurança jurídica e a possibilidade de aplicar a mesma lógica a situações análogas.

No entanto, o relator do caso, ministro Flávio Dino, votou pelo não conhecimento do recurso da OAB. Ele argumentou que a entidade, na condição de amicus curiae, **não possui legitimidade para recorrer** em ações com repercussão geral. Além disso, Dino defendeu a manutenção da redação original que declarou constitucional o indulto natalino, presente no art. 5º do Decreto nº 11.302/2022.

Ministros Acompanham Relator e Formam Maioria

O voto do ministro Flávio Dino foi seguido por uma maioria significativa de ministros da Corte. **Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Edson Fachin e Cármen Lúcia** também votaram para **rejeitar o recurso da OAB e manter o indulto**, consolidando a posição do STF.

Essa decisão reforça a interpretação do Supremo sobre os limites do indulto presidencial e a atuação das entidades como a OAB em processos judiciais de grande repercussão. O julgamento, realizado em plenário virtual, tem seu encerramento previsto para esta segunda-feira, confirmando a decisão sobre o indulto natalino.

Implicações do Indulto Natalino Mantido

A manutenção do indulto natalino de 2022 significa que o perdão concedido pelo ex-presidente Bolsonaro a condenados por crimes com pena máxima de até cinco anos permanece válido. A decisão do STF, ao validar o decreto, estabelece um precedente importante sobre a competência do presidente para editar tais medidas.

Embora a OAB buscasse um detalhamento maior dos critérios, a Corte entendeu que a tese fixada já é suficiente para fundamentar a decisão. A decisão do STF sobre o **indulto natalino** é um marco importante para o direito penal e a execução da pena no Brasil.