Hotéis lançam reservas em NFT para atrair clientes, mas não assumem responsabilidade por cancelamentos

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O StubHub, uma plataforma intermediária de compra e venda de ingressos para eventos como shows, espetáculos e jogos esportivos, parece ter inspirado a Noble House Hotels & Resorts, uma rede hoteleira da República Dominicana, que fechou uma parceria com a startup Pinktada  para conversão das diárias em tokens não fungíveis (NFTs), ideia semelhante à do hotel NoMo, localizado no Bairro SoHo em Nova York, que se tornou o primeiro dos Estados Unidos a usar reservas em NFTs, estratégia utilizada para atrair novos clientes segundo o estabelecimento.

Para os proprietários do Noble House Hotels & Resorts os NFTs foram a solução encontrada para evitar que alguns leitos fiquem vazios quando os hóspedes cancelam suas reservas de última hora. Com a tokenização das reservas, eles esperam que os desistentes revendam suas reservas para os “criptoviajantes”, segundo uma publicação do Wall Street Journal.

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Por outro lado, os hoteleiros não falaram como ficam os direitos dos hóspedes, por exemplo em caso de cancelamentos,  uma vez que, ao que tudo indica, os estabelecimentos passam a receber “detentores de NFTs”, sem um contrato prévio. O que possivelmente implicará alguma forma de normatização que assegure os direitos de ambas as partes, porque que a problemática também envolve questões de segurança, a menos que os contratos já estejam anexados aos criptoativos.   

O sistema da Pinktada, lançado recentemente, abrange hotéis e resorts no Caribe, México, São Francisco e Havaí. Ao utilizar a plataforma por meio da reserva de acomodações via NFTs, os hópedes ganham desconto em relação ao preço que o hotel cobraria no caso de uma reserva reembolsável. 

“Podemos alcançar outro consumidor que pode não estar reservando tradicionalmente”, argumentou o vice-presidente sênior da Noble House Hotels & Resorts, Jason Kycek.

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A Pinktada também não se propõe a ser uma garantia de venda de reserva e sim um recurso extra para minimizar os riscos de perda em  eventuais cancelamentos.

“Você dá aos proprietários de hotéis segurança de renda, mas dá aos viajantes flexibilidade se seus planos mudarem para vender ou trocar tokens”, disse o cofundador e diretor de hospitalidade da Pinktada, Mark Gordon. 

Em relação a uma possível refração da rede hoteleira ao sistema, pelo fato de os estabelecimentos não conhecerem a identidade dos detentores dos NFTs, a  Pinkada afirmou que só permite a inscrição na plataforma de usuários que autorizam a divulgação de suas identidades aos estabelecimentos. 

Quanto aos NFTs de reserva do NoMo, a ideia é garantir ocupação de todos os 264 leitos do estabelecimento do grupo Preferred Hotels & Resorts. Neste caso, os criptoativos foram utilizados para a criação de uma seleção que inclui pacotes de três a seis noites no hotel.  Os “NFTStays” podem ser adquiridos pela plataforma SolidBlock, uma startup especializada na tokenização de ativos do mercado imobiliário que acaba de iniciar suas atividades no setor hoteleiro. 

“A SolidBlock está reformulando a forma como usamos NFTs, criando casos de uso prático usando a tecnologia NFT para agregar valor exclusivo ao setor de hospitalidade e seus hóspedes”, disse o CEO e cofundador da companhia, Yael Tamar.

Ao que tudo indica, as reservas em NFTs podem se juntar à indústria de ingressos, a exemplo de outros segmentos já impactados, como a arte, a promoção de marcas e os jogos, conforme noticiou o Cointelegraph. 

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