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Chuvas em Juiz de Fora: bairros ilhados, Rio Paraibuna fora da calha, decreto de calamidade por 180 dias, 584 mm em fevereiro e mais de 14 mortes

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Juiz de Fora enfrenta uma emergência grave com as intensas precipitações que atingem a cidade, deixando vários bairros isolados e provocando alagamentos e deslizamentos.

A Prefeitura declarou estado de calamidade pública na madrugada de terça-feira, para permitir ações rápidas e reforçar o atendimento às vítimas, enquanto equipes de resgate trabalham na cidade.

Conforme informação divulgada pela Prefeitura de Juiz de Fora e pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, as ocorrências incluem mortes, soterramentos e chamadas por moradores ilhados.

Situação e números oficiais

A Prefeitura informou que já foram registrados, ao menos, 14 mortes e 20 soterramentos, e que há um acúmulo de 584 milímetros de chuva no período, o que torna fevereiro o mês mais chuvoso da história da cidade. O comunicado também afirma que, no momento, os bairros estão ilhados.

Em publicação oficial, a administração municipal reforçou a gravidade, e declarou a situação excepcional pelo prazo de 180 dias, para agilizar medidas de resposta e recuperação.

Relatos das autoridades e operações de resgate

A prefeita, Margarida Salomão, disse, em trecho divulgado pela Prefeitura, “Estamos buscando salvar a vida de todo mundo que está nessa pressão duríssima. Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados. Os córregos estão todos absolutamente transbordando. Então, é uma situação de calamidade. É uma situação extrema que permite medidas extremas.”

O porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, tenente Henrique Barcellos, relatou que o transbordamento do Rio Paraibuna gerou mais de 40 chamados emergenciais em poucas horas, envolvendo inundações, soterramentos, bloqueios de vias, moradores ilhados e risco estrutural em encostas próximas ao leito do rio.

Mais de 20 militares, além de equipes do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres, com materiais de salvamento e cães de busca, foram deslocados para reforçar as operações, que se concentram em possíveis vítimas e na retirada preventiva de moradores de áreas de risco geológico.

Impactos na cidade e orientações à população

Por causa dos alagamentos e deslizamentos, a Prefeitura anunciou a suspensão das aulas nas escolas municipais nesta terça-feira, citando dificuldades de deslocamento e riscos à segurança de alunos, professores e trabalhadores da educação.

As autoridades recomendam que a população evite sair de casa, salvo em situações de necessidade, e que, diante de qualquer sinal de movimentação de terra, os moradores deixem imediatamente o local e busquem abrigo seguro.

Organismos meteorológicos, incluindo o Instituto Nacional de Meteorologia, mantêm alertas de perigo para a região, com previsão de novas precipitações intensas e ventos fortes, o que pode agravar o cenário nos próximos dias.

O que vem a seguir

As ações emergenciais continuarão focadas em buscas, salvamentos e atendimento às famílias desalojadas, com prioridades em salvar vidas e garantir abrigos temporários seguros.

As autoridades locais pedem colaboração da população para evitar deslocamentos desnecessários, comunicar ocorrências aos canais oficiais e seguir as orientações das equipes de socorro.

As atualizações sobre vítimas, pontos de apoio e rotas seguras devem ser acompanhadas pelos canais oficiais da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros, que seguem mobilizados para minimizar os impactos das fortes chuvas em Juiz de Fora.