Zelensky eleva o tom e alerta Moscou: “Se a Ucrânia arder, a vossa Moscou arderá”
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, enviou uma mensagem contundente nesta quinta-feira (18), afirmando que a Rússia pode enfrentar consequências severas caso os ataques contra seu território continuem. A declaração surge como uma resposta direta aos intensos bombardeios com drones que atingiram a capital russa, Moscou, e à recente ofensiva que causou danos a um mosteiro histórico em Kiev.
A escalada verbal de Zelensky reflete a crescente tensão no conflito. Ele enfatizou que a Ucrânia não deseja a guerra, mas que a **retaliação se tornará inevitável** se a agressão russa persistir. A promessa de que “Moscou vai queimar” ecoa como um aviso claro sobre a determinação ucraniana em defender seu território e seu povo.
A fala do presidente ucraniano foi divulgada em meio a ataques de drones que voltaram a mirar a refinaria de petróleo de Moscou. Conforme informação divulgada por Zelensky, os ataques ucranianos são uma resposta direta a um ataque russo que, na segunda-feira (15), danificou o mosteiro de Kyiv Pechersk Lavra, um local com mil anos de história, resultando na morte de pelo menos dez pessoas em toda a Ucrânia.
Ucrânia busca fortalecimento militar e sanções contra a Rússia
Zelensky se preparava para participar de uma reunião crucial em Bruxelas com os aliados militares da Ucrânia. A pauta principal incluía a discussão sobre o **fornecimento de sistemas de defesa aérea** para a Ucrânia, um programa coordenado pela OTAN, e o desenvolvimento de um sistema antimísseis balísticos em colaboração com parceiros internacionais. O objetivo é reforçar a capacidade de defesa ucraniana contra as contínuas agressões russas.
Além disso, o presidente ucraniano fez um apelo veemente aos países da Europa e aos Estados Unidos para que **intensifiquem a pressão sobre a Rússia**. Zelensky solicitou a aplicação de sanções mais rigorosas nos setores de defesa e energia russos, bem como na economia do país como um todo. A meta é forçar o presidente Vladimir Putin a buscar o fim do conflito.
“Todos precisam pressionar Putin: ucranianos, absolutamente todos os europeus, americanos e russos – é hora de recobrar a sobriedade e pressionar seu líder”, declarou Zelensky, pedindo um esforço conjunto para encerrar a guerra.
O conflito em números e o cenário atual da guerra
A Rússia iniciou sua invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022. Atualmente, o país detém cerca de um quinto do território ucraniano. Em 2022, o presidente russo Vladimir Putin anunciou a **anexação de quatro regiões ucranianas**: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. As forças russas avançam lentamente na região leste, e Moscou não demonstra intenção de abandonar seus objetivos de guerra.
Enquanto isso, a Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro do território russo, com o objetivo declarado de **destruir infraestrutura essencial do Exército russo**. O governo de Putin, por sua vez, tem intensificado seus ataques aéreos, incluindo o uso frequente de drones. Ambos os lados negam visar civis, mas o conflito já causou milhares de mortes, a grande maioria de ucranianos.
Estima-se que milhares de soldados também tenham morrido na linha de frente, embora nenhum dos lados divulgue números oficiais de baixas militares. Os Estados Unidos afirmam que **1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas** no conflito, evidenciando a devastação em larga escala da guerra.