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Venezuela Recebe Milhares de Toneladas em Ajuda de 31 Países Após Terremotos, Mas Críticas Surgem Sobre Acesso de Socorristas

Venezuela destaca ajuda internacional massiva após terremotos, mas enfrenta críticas sobre acesso de equipes de socorro

A Venezuela celebrou o recebimento de **milhares de toneladas em ajuda humanitária** proveniente de 31 países, em resposta aos recentes terremotos que abalaram o território. A líder interina, Delcy Rodríguez, ressaltou a **cooperação internacional de irmandade** demonstrada pelas nações que enviaram suprimentos e equipes de apoio.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores venezuelano, mais de **2 mil toneladas de assistência** foram recebidas, com um centro internacional de recepção instalado no estado de La Guaira servindo como um símbolo dessa união em tempos de crise. A declaração enfatiza a solidariedade global diante da tragédia.

No entanto, a narrativa de cooperação irrestrita tem sido questionada por organizações internacionais. Relatos indicam que **socorristas e equipes médicas tiveram dificuldades de acesso** e, em alguns casos, foram impedidos de atuar em áreas afetadas, levantando preocupações sobre a eficiência e a priorização do salvamento de vidas.

Críticas sobre impedimentos à atuação de socorristas

A organização beneficente Amavex, sediada nos Estados Unidos, divulgou em suas redes sociais que **bombeiros venezuelanos teriam sido impedidos de acessar locais de operação** por bloqueios da Polícia Nacional Bolivariana. Imagens que circulam online mostram confrontos entre os bombeiros e agentes, com a Amavex destacando que, em situações de risco de vida, **nenhum obstáculo deveria impedir o salvamento de vítimas**.

Equipe médica de emergência teve entrada negada

A ISAR Germany, uma equipe de resposta a desastres, informou que sua **equipe médica de emergência teve a autorização de entrada negada**, mesmo após a Venezuela ter previamente sinalizado a necessidade de apoio médico internacional. Citando a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as Nações Unidas (ONU), a organização alemã relatou que o Ministério da Saúde venezuelano tomou a decisão de última hora de **não permitir a entrada de unidades de ajuda médica internacional**.

A equipe incluía 41 especialistas voluntários em resposta a desastres, que estavam prontos para viajar para a Venezuela com seus equipamentos. Até o momento, não há informações claras se a equipe conseguiu, posteriormente, acessar o país para prestar seus serviços essenciais.

Militares interrompem buscas e exigem documentação de equipes de resgate

Adicionalmente, Francisco Lermanda, representante da equipe de resgate Topos de Chile, relatou à imprensa venezuelana que **militares do país estariam interrompendo os esforços de busca** para exigir a apresentação de documentos de identificação. A suspeita levantada pelas forças armadas seria de que os socorristas pudessem ser espiões, o que Lermanda descreveu como um entrave ao trabalho humanitário.

Lermanda alegou que um soldado teria justificado a necessidade de verificar periodicamente os integrantes da equipe de ajuda, indicando que possuía ordens para tal procedimento. A CNN Brasil buscou contato com o governo venezuelano para obter um posicionamento sobre esses relatos, mas aguarda resposta.

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