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PF desarticula rede de financiamento do Comando Vermelho: Fornecedor de armas e operador financeiro presos no Suriname e Brasil em Operação Red Fox

PF desarticula rede de financiamento do Comando Vermelho: Fornecedor de armas e operador financeiro presos no Suriname e Brasil em Operação Red Fox

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Red Fox neste final de semana, resultando na prisão de um importante fornecedor de armas do Comando Vermelho no Suriname. A ação visa desarticular a estrutura financeira e logística transnacional ligada à facção carioca, buscando minar suas operações.

A operação, que também capturou a companheira do fornecedor de armas, investiga movimentações financeiras de mais de R$ 150 milhões. O foco está em desmantelar o fluxo de dinheiro usado para aquisição de armamentos e outras atividades ilícitas da organização criminosa.

As investigações apontam para um esquema complexo envolvendo empresas de fachada, contas bancárias e movimentações financeiras suspeitas, com atuação em regiões de fronteira. Conforme informações divulgadas pela PF, as apurações continuam para localizar outros foragidos e identificar todos os envolvidos na rede.

Fornecedor de Armas e Operadora Logística Capturados no Suriname

O principal alvo, um homem investigado como operador financeiro do Comando Vermelho, foi detido no Suriname. Suspeita-se que ele tenha movimentado mais de R$ 150 milhões, com atuação direta na região de fronteira e envolvimento em repasses para a compra de armamentos. Sua companheira, apontada como operadora logística e financeira, também foi presa. Ela teria realizado viagens ao Suriname em períodos compatíveis com movimentações financeiras suspeitas.

Mais Prisões e Atuações no Brasil

A Operação Red Fox expandiu suas ações para o território brasileiro, com a prisão de mais duas pessoas. Uma delas foi localizada no Rio de Janeiro e é suspeita de atuar como operador financeiro, utilizando contas pessoais e empresariais para pulverizar recursos ilícitos e realizar pagamentos a fornecedores. O outro preso foi em Tabatinga, Amazonas, na região da tríplice fronteira. Ele seria responsável por uma empresa usada no fluxo financeiro da organização na Amazônia, especialmente em pagamentos ligados à logística de drogas e armas.

Medidas Judiciais e Bloqueio de Bens

As medidas judiciais foram deferidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Incluem mandados de prisão preventiva, bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores. O objetivo é atingir a capacidade econômica da facção, com um bloqueio que pode chegar a quase R$ 500 milhões, impedindo a dissipação patrimonial e interrompendo o financiamento das atividades ilícitas.

Esquema Financeiro e Logístico do Comando Vermelho

As investigações revelaram que o Comando Vermelho utilizava um complexo esquema para ocultar a origem dos valores. Isso incluía o uso de empresas de fachada, “laranjas”, depósitos fracionados, transferências via PIX e contas de passagem. Essas práticas visavam garantir o pagamento de fornecedores nacionais e internacionais, mantendo a operação da facção ativa.

Além das prisões já efetuadas, existem outros nove mandados de prisão preventiva contra investigados e integrantes do CV, incluindo lideranças foragidas da facção. A PF segue com as apurações para a localização dos foragidos e aprofundamento da análise financeira e telemática, buscando identificar outros membros da rede criminosa.

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