Netanyahu declara fim da capacidade nuclear e de mísseis do Irã após 20 dias de ataques, mas sem provas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira (19) que o Irã perdeu sua capacidade de enriquecer urânio e fabricar mísseis balísticos. Segundo ele, os ataques aéreos conjuntos de Israel e dos Estados Unidos, que já duram quase três semanas, estão dizimando o país persa.
“Estamos vencendo, e o Irã está sendo dizimado”, declarou Netanyahu em coletiva de imprensa, enfatizando que o arsenal de mísseis e drones do Irã está sendo drasticamente degradado e será completamente destruído. A estratégia, conforme detalhou o premiê, foca em atingir as fábricas responsáveis pela produção de componentes essenciais.
“O que estamos destruindo agora são as fábricas que produzem os componentes para construir esses mísseis e para fabricar as armas nucleares que eles estão tentando produzir”, explicou Netanyahu. No entanto, o líder israelense não apresentou evidências concretas para comprovar a alegação sobre a incapacidade do Irã em enriquecer urânio.
Ataques e o Fracasso das Negociações Nucleares
O programa nuclear iraniano tem sido um ponto central de tensões internacionais, com diversas rodadas de negociações mediadas que, até o momento, fracassaram. A escalada diplomática e militar culminou no ataque aéreo em larga escala contra o Irã, iniciado em 28 de fevereiro, conduzido pelos EUA e Israel.
Apesar da guerra em andamento, Netanyahu ressaltou que ainda é prematuro avaliar se a população iraniana se mobilizará para derrubar o governo. “Cabe ao povo iraniano mostrar isso, escolher o momento e estar à altura do momento”, afirmou o primeiro-ministro.
O Futuro da Operação e a Participação dos EUA
Questionado sobre a natureza da ofensiva, Netanyahu indicou que, embora os ataques aéreos tenham sido o componente principal até agora, um “componente terrestre” também é previsto, com “muitas possibilidades” a serem exploradas, embora não tenha fornecido detalhes adicionais sobre essa frente de atuação.
O premiê israelense também negou veementemente que tenha arrastado os Estados Unidos para o conflito. Ao ser indagado sobre a influência de Israel nas decisões americanas, Netanyahu questionou retoricamente: “Alguém realmente acha que alguém pode dizer ao presidente Trump o que fazer?”