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Mulher de 37 anos que se passava por adolescente de 12 é indiciada por estelionato e falsidade ideológica em SC

Mulher que se passava por adolescente é indiciada por golpes em Santa Catarina

Uma mulher de 37 anos, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, foi indiciada pela Polícia Civil de Santa Catarina pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato. Ela se passava por uma adolescente de 12 anos para aplicar golpes, chegando a ser acolhida por uma família.

O caso ganhou repercussão após uma parente da família adotiva desconfiar da história e acionar as autoridades. A investigação revelou que a mulher já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados, utilizando identidades falsas e manipulando pessoas ao seu redor.

A Polícia Civil de Santa Catarina encaminhou o inquérito policial ao Poder Judiciário, que agora analisará o documento. O Ministério Público confirmou o recebimento e decidirá se oferece denúncia contra a suspeita ou solicita mais investigações. O caso levanta questões sobre as fragilidades em processos de acolhimento e adoção.

Advogado pede exame de sanidade mental para a investigada

A defesa de Amanda Maria Souza de Oliveira, representada pelo advogado Rafael Luiz Siewert, solicitou a realização de um exame de sanidade mental para a investigada. Segundo o defensor, a análise dos autos e a entrevista com a custodiada apresentaram elementos que justificaram o pedido.

O pedido foi acolhido pelo Juízo, que determinou a realização de perícia oficial para avaliar a condição psíquica da mulher. A defesa aguarda os resultados, que ainda não têm data definida, e informou que não prestará mais comentários sobre o mérito dos fatos até a conclusão da perícia.

Como a mulher enganou a família adotiva

A suspeita utilizava o nome falso de “Gabriele” e alegava ter sido vítima de maus-tratos pelo pai biológico para se aproximar de pessoas em uma igreja em Joinville (SC). O pastor do local a acolheu e a apresentou a uma família frequentadora dos cultos.

Para sustentar o disfarce e justificar sua aparência adulta, ela afirmava ser portadora de autismo e que seus traços faciais eram decorrentes do uso forçado de hormônios na infância. A mulher chegou a viver com a família adotiva por aproximadamente um ano, ganhando a confiança de todos.

Comportamentos infantilizados e justificativas para o disfarce

Dentro da casa, a mulher apresentava “comportamentos infantilizados”, como o uso de mamadeiras, chupetas e “cheirinhos” para dormir. O delegado Rodrigo Bueno Gusso relatou que ela tinha um quarto todo decorado com adereços infantis e simulava crises de pânico e inseguranças para dormir, pedindo para a mãe adotiva colocá-la na cama.

Quando surgiam conversas sobre matriculá-la em escolas ou adotá-la legalmente, a mulher se recusava, alegando temer que o pai biológico viesse atrás dela. A suspeita confessou o crime durante o interrogatório formal e, após a prisão em flagrante, foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville.

Histórico de golpes em outros estados

As investigações preliminares revelaram que a identidade original da mulher foi descoberta, e constatou-se que ela possui passagens criminais em outros cinco estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. A denúncia inicial partiu de uma tia da família adotiva, que após conversar com o pai adotivo e realizar pesquisas na internet, confirmou o histórico de golpes da suspeita.

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