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Morte da mãe de Thiago Ávila, ativista brasileiro detido em Israel, intensifica pedidos de libertação

Mãe de ativista brasileiro detido em Israel morre e família pede libertação de Thiago Ávila

A notícia do falecimento de Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista brasileiro Thiago Ávila, trouxe um novo e doloroso capítulo à situação de seu filho, que está detido em Israel. A morte de Teresa ocorreu nesta terça-feira (5), enquanto Thiago permanece sob custódia israelense, interceptado em águas internacionais enquanto participava de uma flotilha humanitária com destino a Gaza.

A família, já em sofrimento pela detenção de Thiago, agora enfrenta a perda de Teresa Regina, que também era mãe de Luana de Ávila, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF). A comoção se estende pelas redes sociais, onde amigos e familiares compartilham memórias e expressam sua tristeza.

O Sinpol-DF emitiu uma nota de pesar, descrevendo Teresa Regina como uma mulher de “alegria e de força admiráveis”, cuja vida foi marcada pela leveza, dignidade e amor. A nota destaca ainda os laços sólidos que ela construiu, deixando um legado de carinho e cuidado com a família. As informações sobre o velório e sepultamento ainda não foram divulgadas, assim como a causa da morte.

Apelo por Libertação em Meio ao Luto

A irmã de Thiago, Luana de Ávila, utilizou suas redes sociais para lamentar profundamente a morte da mãe e fazer um apelo desesperado pela libertação de seu irmão. “Libertem o Thiago para que possa velar nossa mãezinha. Eu não consigo sem ele!”, escreveu Luana, expressando a angústia da família em um momento tão delicado.

Entenda a Detenção de Thiago Ávila

Thiago Ávila, juntamente com o cidadão espanhol Saif Abu Keshek, foi detido pelas autoridades israelenses na quarta-feira (29). Eles integravam a segunda Flotilha Global Sumud, composta por mais de 100 ativistas pró-Palestina que buscavam romper o bloqueio israelense a Gaza com a entrega de ajuda humanitária. Os barcos haviam partido de Barcelona em 12 de abril.

A flotilha foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais, próximo à Grécia. Enquanto a maioria dos ativistas foi levada para a ilha grega de Creta, Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram levados para Israel. Um tribunal israelense prorrogou a prisão dos dois ativistas por mais seis dias, estendendo a detenção até 10 de maio.

Repercussão e Pedidos Internacionais

A detenção de Thiago Ávila e as circunstâncias da flotilha têm gerado repercussão internacional, com organizações de direitos humanos e grupos de solidariedade à causa palestina exigindo a libertação dos ativistas. A morte de sua mãe adiciona uma camada de urgência e comoção aos apelos já existentes.

A família de Thiago Ávila, mesmo diante da dor da perda, reitera o pedido para que as autoridades israelenses reconsiderem a detenção e permitam que ele retorne ao Brasil para se despedir de sua mãe e permanecer ao lado de sua família neste momento de luto. O caso continua em desenvolvimento e a expectativa é por uma resolução humanitária.