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Minas Gerais reduz em 95% o orçamento para chuva entre 2023 e 2025, de R$ 172,6 milhões para R$ 8,3 milhões, governo alega reclassificação contábil e aumento em prevenção

Governo de Minas registra queda de mais de 95% no orçamento para chuva entre 2023 e 2025, Portal da Transparência aponta redução nos empenhos e há contestação oficial

Conforme informação extraída do Portal da Transparência pela CNN Brasil, o montante empenhado para suporte a ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas passou por forte redução no período de 2023 a 2025.

Os dados indicam que o valor destinado a essa finalidade caiu de R$ 172,6 milhões em 2023 para R$ 8,3 milhões em 2025, uma redução que chamou a atenção de órgãos de controle e da sociedade.

Em nota, o Executivo estadual contesta a interpretação e afirma que houve reclassificação orçamentária, e que os recursos em prevenção totalizaram R$ 1,9 bilhão em 2025, incluindo ações contra alagamentos, conforme informação divulgada pela CNN Brasil.

Evolução dos empenhos

O levantamento detalha que, em 2023, o valor empenhado para o suporte e resposta a danos climáticos foi de R$ 172,6 milhões, segundo os dados públicos consultados.

No ano seguinte, em 2024, o recurso caiu para R$ 47 milhões, e para o exercício de 2025 o Portal da Transparência aponta o valor de R$ 8,3 milhões, o que representa, em termos nominais, R$ 128,9 milhões a menos aplicados diretamente no combate a danos das chuvas.

Posicionamento do governo

O Executivo de Minas Gerais questiona a leitura dos números e esclarece que a variação nos dados específicos decorre de reclassificações e de uma nova lógica contábil para agrupar despesas.

Em nota oficial, a gestão afirmou que o levantamento que aponta queda estaria “absolutamente equivocado” por não considerar a totalidade do orçamento público, e que os recursos de prevenção atingiram R$ 1,9 bilhão em 2025.

O que muda na prática

Especialistas ouvidos por órgãos de imprensa dizem que a reclassificação pode dificultar o acompanhamento direto das verbas destinadas a respostas imediatas a desastres, mesmo quando há aumento em ações de prevenção.

Transparência nos códigos orçamentários e detalhamento das despesas são considerados essenciais para avaliar se os recursos estão sendo aplicados onde há maior risco.

Responsabilidades e próximos passos

O Estado ressaltou que, conforme a legislação vigente, o dever de fiscalizar construções irregulares e realizar obras de contenção urbana é de responsabilidade dos municípios, apontando divisão de competências entre esferas de governo.

A comparação entre os empenhos reportados e a explicação oficial abre caminho para pedidos de esclarecimento por parte de órgãos de controle e para que cidadãos acompanhem, por meio do Portal da Transparência, a aplicação dos recursos voltados para prevenção e resposta às chuvas.