Abrindo conteúdo

Lula X Trump: Críticas e Elogios Marcam Relação com 35 Ataques do Presidente Brasileiro ao Líder Americano

Lula e Trump: Uma Relação de Altos e Baixos com Foco nas Críticas do Presidente Brasileiro ao Líder Americano

Desde o primeiro encontro em setembro do ano passado, a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump tem sido marcada por uma dinâmica complexa. Em um período de quase nove meses, Lula dirigiu ao menos 35 críticas a Trump, evidenciando um tom majoritariamente negativo em suas declarações.

Apesar de alguns momentos de cordialidade e elogios mútuos, as divergências políticas e econômicas têm prevalecido. Um levantamento aponta que mais da metade das menções de Lula a Trump foram de caráter crítico, revelando um padrão de desaprovação em relação às ações e propostas do líder americano.

Essas críticas se intensificaram em temas como tarifas comerciais e possíveis interferências em eleições. Acompanhe os detalhes dessa relação instável e os principais pontos de atrito entre os dois líderes, conforme informações divulgadas pela CNN Brasil.

Críticas a Políticas Comerciais e “Pirataria”

Uma das críticas mais recentes de Lula a Trump envolveu a intenção do republicano de taxar a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz. O presidente brasileiro classificou a medida como “pirataria”, comparando-a a práticas antigas de extorsão. “Tem um tuíte dele dizendo que ele vai desobstruir o Estreito de Ormuz. O Estreito de Ormuz é aquele canal entre o Irã e o resto do mundo, que o Irã não deixa passar navio com petróleo. Ele fez um tuíte dizendo que ele vai desobstruir, mas cada navio que ele desobstruir, que ele tirar do estreito, o dono do petróleo tem que pagar 20% para ele. Isso antigamente chamava pirataria”, afirmou Lula.

Anteriormente, em julho, Lula também comentou sobre uma suposta “inveja” de Trump em relação à China na exploração de minerais críticos. O presidente brasileiro ressaltou que o Brasil também possui capacidade para atuar nesse setor. “Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a se preocupar com o Brasil, que nós vamos ser detentor de fazer as mesmas coisas, ou mais qualificadas, que o chinês faz”, declarou.

Desgaste Consolidado e Taxação de Produtos Brasileiros

A relação entre os dois presidentes sofreu um novo abalo com a confirmação, pelos Estados Unidos, de uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros. Essa medida gerou reações do lado brasileiro, com o Planalto rebatendo críticas do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que acusou o Brasil de ter políticas econômicas “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros” e de não negociar de boa-fé.

O Planalto, por sua vez, afirmou que nunca deixou de comparecer às mesas de negociação, buscando manter um diálogo aberto apesar das divergências. A imposição das tarifas, no entanto, representou um ponto de inflexão, consolidando uma nova frente de desgaste na relação bilateral.

Momentos de “Química” e Apelos por Retirada de Taxas

Apesar das críticas recentes, a relação entre Lula e Trump já teve momentos de maior proximidade. O primeiro encontro, em setembro do ano passado, durante a Assembleia-Geral da ONU, foi marcado por uma declaração de Trump sobre ter tido uma “química excelente” com o líder brasileiro. Lula, na época, também expressou surpresa com a “química” e adotou um tom amistoso.

Em outubro, um telefonema entre os dois líderes serviu para Lula pedir a retirada de taxas aplicadas a produtos brasileiros e de sanções contra autoridades. Outro encontro, em Kuala Lumpur, na Malásia, foi considerado “ótimo” por Lula. Em dezembro, em mais um telefonema, o apelo contra as taxações foi reforçado.

Uma reunião bilateral mais formal em maio deste ano, na Casa Branca, durou cerca de três horas e foi vista como positiva pelo governo brasileiro, contribuindo para a melhora da imagem do governo petista. Contudo, desde junho, o tom de Lula em relação aos EUA tem sido menos simpático.

Críticas à Intervenção em Eleições e Relação com Bolsonaro

Lula tem expressado preocupação com a possibilidade de Trump interferir nas eleições brasileiras, especialmente considerando a proximidade do ex-presidente americano com a família Bolsonaro. “Para mim, ele [Trump] pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil é um problema do Brasil, como as eleições americanas são um problema deles, não meu”, declarou Lula em junho.

O próprio Trump também apresentou declarações antagônicas sobre Lula. Em maio, descreveu o brasileiro como um líder “dinâmico”, mas no mês seguinte o classificou como “muito volátil”. Os dois presidentes se encontraram pessoalmente em junho, durante a cúpula do G7 na França, mas sem uma reunião formal.

As críticas de Lula a Trump também se estenderam a questões internacionais, como o conflito no Oriente Médio, que ele chamou de “maluquice”, e a decisão dos EUA de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. Lula chegou a afirmar que Trump “não foi eleito para ser o imperador do mundo”.

Rolar para cima