Irmã de executivo do poderoso GAESA de Cuba é presa nos EUA
O cenário político entre Estados Unidos e Cuba ganhou um novo capítulo com a prisão de Adys Lastres Morera, irmã do presidente executivo do GAESA, o principal conglomerado empresarial controlado pelos militares cubanos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (21) pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, gerando repercussão internacional.
O GAESA, sigla para Grupo de Administração Empresarial, é amplamente reconhecido como o motor econômico mais lucrativo e eficiente de Cuba. Ele gerencia um vasto império de negócios, incluindo hotéis de luxo, o importante porto de Mariel, o principal banco comercial do país, além de uma extensa rede de supermercados, postos de gasolina e empresas de remessas, demonstrando a capilaridade de sua atuação.
Segundo as declarações de Marco Rubio, Adys Lastres Morera residia na Flórida, onde, de acordo com as acusações, administrava ativos imobiliários e prestava serviços de apoio ao regime cubano. A revogação de seu status de residente permanente nos Estados Unidos reforça a gravidade das acusações e o posicionamento firme do governo americano contra as atividades ligadas ao GAESA.
Acusações de Marco Rubio contra o GAESA e seus ligados
Em uma mensagem direcionada ao povo cubano, o Secretário de Estado Marco Rubio enfatizou as acusações que pesam contra o GAESA. Ele afirmou que o governo Trump considera o conglomerado responsável por acumular bilhões de dólares provenientes das indústrias mais valiosas de Cuba, mas que esses lucros, em vez de beneficiarem a população, são utilizados em prol dos militares e da elite cubana.
“A verdadeira razão pela qual vocês não têm eletricidade, combustível ou comida é porque aqueles que controlam o país saquearam bilhões de dólares, mas nada foi usado para ajudar o povo”, declarou Rubio, evidenciando a percepção americana sobre a má gestão e o desvio de recursos em Cuba. Essa visão contrasta com a narrativa cubana sobre a crise econômica.
Sanções e a resposta de Cuba
Os Estados Unidos têm intensificado as sanções contra os negócios ligados ao GAESA, com o objetivo de dificultar suas operações e impactar diretamente a elite cubana. Uma das medidas mais significativas foi a proibição do turismo americano em hotéis pertencentes ao conglomerado, visando cortar uma importante fonte de receita.
Em contrapartida, o governo cubano nega veementemente que o enriquecimento ou a corrupção do GAESA sejam os principais culpados pela atual crise econômica que assola o país. Cuba aponta para comentários recentes de especialistas da ONU, que indicam que o bloqueio de combustível imposto pelo governo Trump contribuiu significativamente para a “escassez de energia”, com graves consequências para os direitos humanos e o desenvolvimento da ilha.
O papel de Adys Lastres Morera
A prisão de Adys Lastres Morera, conforme relatado por Rubio, levanta questões sobre a atuação de familiares de figuras-chave do regime cubano no exterior. A acusação de que ela administrava ativos imobiliários e auxiliava o regime sugere um possível envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro ou de financiamento de atividades consideradas ilícitas pelos EUA.
A revogação de seu status de residente permanente indica que as autoridades americanas consideram suas ações uma violação grave das leis de imigração e segurança nacional. A investigação sobre suas atividades financeiras e ligações com o GAESA deve continuar, com potencial para novas revelações sobre a rede de influência e os mecanismos financeiros do conglomerado militar cubano nos Estados Unidos.