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Fitch Alerta: Perspectiva para Soberanos Globais Muda para ‘Deterioração’ em 2026 devido a Conflitos Geopolíticos

Fitch Ratings rebaixa perspectiva soberana global para “em deterioração” em 2026, citando riscos de conflitos e instabilidade

A agência de classificação de risco Fitch Ratings divulgou um alerta importante para a economia mundial, alterando a perspectiva para o setor soberano global em 2026 de “neutra” para “em deterioração”. A principal causa apontada para essa mudança é o impacto da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que eleva as tensões geopolíticas globais.

A Fitch projeta que o conflito terá efeitos negativos sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), além de causar um aumento na inflação e nos rendimentos dos títulos. Os riscos geopolíticos também tendem a se agravar. No entanto, a agência reconhece que a recente resiliência da economia global e as condições de financiamento atuais podem atenuar parte desses riscos, conforme comunicado oficial nesta segunda-feira (8).

Apesar do cenário global mais pessimista, a Fitch observa que a maioria dos países soberanos na América Latina parece estar em uma posição mais favorável. Isso se deve a condições macroeconômicas iniciais consideradas positivas, a existência de amortecedores de política econômica e, em alguns casos, a benefícios nos termos de troca comercial.

China se destaca com perspectiva elevada em meio a cenário global adverso

Em contrapartida ao cenário global, a Grande China apresentou uma melhora em sua perspectiva, passando de “negativa” para “neutra”. Esse avanço é impulsionado por exportações robustas, que sustentam o crescimento econômico, e pela expectativa de que a deflação esteja chegando ao fim. A China também se beneficia de sua capacidade de refino de petróleo, de fontes de energia diversificadas e de estoques de petróleo bruto, o que a protege de choques energéticos.

Ásia-Pacífico e Oriente Médio enfrentam desafios e oportunidades distintas

Na região da Ásia-Pacífico, muitas economias soberanas estão sendo apoiadas por exportações fortes ligadas à inteligência artificial. Contudo, a Fitch ressalta que essas economias são altamente dependentes de importações de petróleo e gás, muitas vezes transportadas pelo Estreito de Ormuz, o que as torna vulneráveis a interrupções. Já os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), embora beneficiados por balanços sólidos e canais de exportação alternativos, sentirão os efeitos duradouros no ambiente de segurança e negócios.

Europa e EUA sob pressão de custos energéticos e déficits fiscais

A Europa Oriental continua a enfrentar riscos geopolíticos elevados, exacerbados pela guerra na Ucrânia, atividades híbridas russas e tensões dentro da OTAN. Nos mercados desenvolvidos, o aumento dos preços da energia está pressionando as perspectivas econômicas e inflacionárias, o que, por sua vez, eleva as exigências sobre as finanças públicas. A Fitch prevê que o apoio orçamentário na Europa Ocidental será menor em comparação com 2022-2023, devido a posições de partida financeiras mais frágeis.

Nos Estados Unidos, a agência projeta que o “One Big Beautiful Bill Act” (uma legislação específica) resultará em uma redução das receitas fiscais, ampliando o déficit do governo geral para 7,9% do PIB neste ano. Essa medida fiscal contribui para o cenário de deterioração das finanças públicas em um contexto global já desafiador.

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