“Artificial”: O drama corporativo que está conquistando a crítica e antecipando o futuro da IA
O novo filme de Luca Guadagnino, intitulado “Artificial”, fez sua estreia mundial no Festival de Cinema de Nova York, gerando um burburinho positivo entre os críticos. Considerado um “drama corporativo provocativo e visceral”, o longa já está sendo aclamado como “o melhor filme do diretor em uma década”.
A trama mergulha na complexa ascensão da Inteligência Artificial e na turbulenta crise que abalou a OpenAI em 2023. O foco recai sobre a polêmica demissão e o surpreendente retorno do CEO Sam Altman, figura central interpretada por Andrew Garfield, conhecido por seu papel como Homem-Aranha.
Com um elenco que também inclui Yura Borisov, Ike Barinholtz e Monica Barbaro, “Artificial” já acumula 11 avaliações no Rotten Tomatoes, ostentando uma impressionante taxa de aprovação de 91%. Essa recepção inicial promissora indica que o filme pode se tornar um dos mais comentados do ano, conforme divulgado pelo portal especializado em críticas de cinema e TV. Assim, o filme promete ser um dos destaques cinematográficos do ano, abordando temas que ressoam profundamente com o momento atual da tecnologia e da sociedade.
“Artificial” é descrito como divertido e aterrorizante
Matt Neglia, editor-chefe da Next Best Picture, definiu “Artificial” como uma obra “tão divertida quanto aterrorizante”. Ele ressalta que o filme é uma “história humana brilhantemente escrita sobre poder, controle, ambição e ganância”, classificando-o como “o filme mais relevante e urgente de nossa época”.
Neglia também elogiou a performance de Andrew Garfield, descrevendo-a como “uma de suas performances mais perturbadoras e transformadoras como Sam Altman”. Segundo ele, Garfield captura com maestria tanto o charme desarmante quanto a malícia inquietante do personagem.
Críticos destacam performances e relevância do filme
Clayton Davis, da Variety, ecoou o sentimento positivo, afirmando que “Artificial” é “o melhor filme de Guadagnino em uma década”. Ele destacou ainda que “Andrew Garfield e Yura Borisov atingem novos patamares”, concluindo com um entusiástico “Adorei.”
Eric Kohn, diretor artístico do Southampton Playhouse, descreveu o filme como uma “comédia sombria impecável”. Em sua crítica no X, o antigo Twitter, ele escreveu que “Andrew Garfield transita com maestria entre monstro de cinema, magnata bufão e gênio do mal”, chamando a obra de “uma jornada divertida e assustadora que personifica o paradoxo central da trama.”
Um pesadelo tecnológico com humor ácido
David Rooney, do The Hollywood Reporter, elogiou a atuação de Andrew Garfield e Yura Borisov, descrevendo-os como “opostos éticos no fascinante pesadelo tecnológico do mundo real de Luca Guadagnino”.
Rooney acrescentou que o filme está entre os “melhores trabalhos de Guadagnino”, com seu “humor seco nos embalando em um estado de relaxamento e prazer antes que a espada se abata sobre a assustadora realidade que agora enfrentamos.” Ele pontua que, mesmo com os avanços rápidos da inteligência artificial, Guadagnino e o roteirista Rich criaram um longa-metragem “provocativo que parece ter sido feito sob medida para este momento.”
“Artificial” tem estreia prevista para o Natal nos Estados Unidos, pela distribuidora Neon. Ainda não há informações sobre a data de lançamento do filme no Brasil.
