Ídolo do vôlei de praia e atual diretor-geral do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Emanuel, campeão olímpico, expressou preocupação com o impacto financeiro da proibição das apostas esportivas no esporte nacional. A medida, que visa regulamentar o setor, já demonstra reflexos no planejamento orçamentário da entidade, levantando a necessidade de um diálogo aberto com o poder público para mitigar os efeitos negativos.
A recente discussão sobre a proibição das apostas esportivas no futebol brasileiro tem ganhado destaque, mas os efeitos dessa mudança se estendem para além das quatro linhas. Outras modalidades esportivas, que também contavam com o aporte financeiro dessas empresas, agora enfrentam um cenário de incertezas.
Emanuel, figura icônica do vôlei de praia e medalhista olímpico, que hoje lidera o COB, reconheceu em entrevista ao CNN Esportes S/A deste domingo (18) que a entidade havia programado parte de seu orçamento com recursos provenientes das apostas esportivas.
“Nesse momento, a gente tinha programado uma parte do orçamento com recursos que vêm das bets. Cria-se um impacto, sim”, afirmou o dirigente, destacando a **importância do diálogo** para encontrar soluções.
Impacto orçamentário e busca por alternativas
O diretor-geral do COB enfatizou que a **proibição das bets** gera dificuldades para diversas entidades esportivas. Ele defendeu a abertura de conversas com o governo para buscar alternativas que minimizem os prejuízos financeiros. “Estamos abertos para fazer esse entendimento, conversar com o universo público sobre o que podemos fazer para mitigar essas dificuldades que as entidades estão tendo”, declarou Emanuel.
Olimpíadas de Los Angeles 2028 e foco em esportes individuais
Durante a entrevista, o campeão olímpico também projetou as expectativas do Brasil para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Emanuel mencionou atletas com potencial de medalha e comentou as metas do país para a próxima edição do evento, ressaltando o **foco em esportes individuais**.
Cenário do vôlei e perspectivas futuras
O líder do COB também analisou as diferenças entre o vôlei masculino e o feminino, discutindo o cenário atual da modalidade e as perspectivas para o esporte brasileiro como um todo. A conversa abordou os bastidores de um mercado que movimenta bilhões e é um dos mais lucrativos do mundo, sob a perspectiva da economia e dos negócios.
A entrevista completa com Emanuel, medalhista olímpico e diretor-geral do COB, foi exibida na 157ª edição do CNN Esportes S/A, apresentado por João Vitor Xavier.
