Drake completa 40 anos: relembre polêmicas enfrentadas pelo cantor
Drake, o renomado rapper canadense, celebra seu 40º aniversário neste sábado, 24 de outubro. Ao longo de sua carreira, Aubrey Drake Graham, nascido em Toronto, consolidou-se como um dos maiores nomes da música internacional, transitando entre o hip-hop e o pop com sucesso estrondoso. Seu impacto é inegável, com inúmeros hits que dominaram as paradas e influenciaram gerações.
No entanto, a trajetória de Drake não se resume apenas a sucessos musicais. O artista também se viu envolvido em diversas polêmicas que geraram grande repercussão. Desde confrontos líricos acirrados com outros gigantes do rap até cancelamentos de shows que frustraram fãs, sua carreira é marcada por momentos controversos.
Uma das críticas mais recorrentes direcionadas a Drake diz respeito às suas letras e à forma como ele aborda temas em suas músicas. Além disso, o rapper protagonizou um dos embates mais comentados do hip-hop nos últimos anos, aumentando o escrutínio sobre sua persona artística. Conforme informações divulgadas, o artista enfrentou essas e outras situações que moldaram sua imagem pública.
A Batalha Lirica com Kendrick Lamar
Um dos confrontos mais intensos da carreira de Drake foi a batalha lírica contra o rapper Kendrick Lamar. O embate, que ganhou força em 2024 com o lançamento de músicas de ataque mútuo, tem raízes que remontam a 2011. Na época, Lamar participou do álbum “Take Care” de Drake, marcando o início de uma relação artística que, com o tempo, se tornou uma das maiores rivalidades do gênero.
A tensão se intensificou em 2013, quando Lamar, em uma participação na música “Control” de Big Sean, declarou-se “Rei de Nova York” e desafiou outros artistas, incluindo Drake. Essa declaração foi interpretada como um marco no início da escalada da rivalidade. Ao longo dos anos, ambos os artistas se alfinetaram em diversas faixas.
O clímax dessa disputa ocorreu em 2024, com o lançamento de canções como “Not Like Us”, de Kendrick Lamar, que trouxe acusações significativas contra Drake. O rapper canadense negou as alegações, contestando sua representação na música. É importante notar que tais acusações, inseridas no contexto de uma disputa artística, não devem ser tomadas como fatos comprovados sem a devida apuração. Em outubro de 2025, um tribunal federal dos Estados Unidos rejeitou uma ação judicial de Drake contra a Universal Music Group, relacionada à música, entendendo que as declarações no contexto de uma batalha de rap não configuravam base suficiente para a reclamação.
Outros Desentendimentos e Revelações Pessoais
Drake também esteve envolvido em desentendimentos públicos com outros nomes proeminentes do rap, como Pusha T. Em 2018, a disputa ganhou destaque com o lançamento de “The Story of Adidon”, de Pusha T. Nesta faixa, foram reveladas informações sobre a paternidade de Drake, que posteriormente confirmou ter um filho, Adonis.
Este episódio gerou grande repercussão por expor aspectos íntimos da vida pessoal do rapper em meio a uma disputa musical. A forma como a informação foi utilizada e recebida evidenciou os limites tênues entre a vida privada dos artistas e o mundo competitivo do hip-hop, aumentando a pressão midiática sobre o artista.
Polêmicas no Brasil: Cancelamentos que Decepcionaram Fãs
No Brasil, Drake já causou frustração em seus fãs em duas ocasiões. Em 2019, o artista era uma das atrações mais aguardadas para encerrar o Palco Mundo no Rock in Rio. No entanto, o show foi cancelado poucas horas antes, alegando “questões de produção” pela organização do evento.
A decisão gerou grande decepção entre o público que esperava pela estreia do rapper no festival. A apresentação foi substituída por outro artista, mas a ausência de Drake deixou um gosto amargo para muitos. Uma situação semelhante ocorreu em 2023, quando ele cancelou sua apresentação no Lollapalooza Brasil, em São Paulo, também alegando “circunstâncias imprevistas relacionadas à produção”.
Críticas sobre Apropriação Cultural
Ao longo de sua carreira, Drake também enfrentou críticas relacionadas à apropriação cultural. Suas incursões por gêneros como dancehall e afrobeats, originários de tradições musicais negras, levantaram discussões sobre a comercialização de estilos desenvolvidos por comunidades específicas.
A música “One Dance”, de 2016, que mescla influências desses gêneros, foi um dos pontos centrais desse debate. Posteriormente, em seu álbum “More Life” (2017), Drake incorporou mais referências ao dancehall e à música jamaicana. Embora esses projetos tenham ampliado a visibilidade global desses estilos, surgiram questionamentos sobre se artistas de grande alcance comercial recebem desproporcional reconhecimento por sonoridades criadas por comunidades negras e caribenhas.
