Novak Djokovic volta a expor dificuldades de saúde, sem revelar detalhes
Novak Djokovic, um dos maiores nomes do tênis mundial, voltou a expressar as dificuldades que tem enfrentado ao longo da temporada de 2023. O sérvio, dono de 24 títulos de Grand Slam, admitiu que este ano tem sido uma “luta imensa”, mas fez questão de ressaltar que o problema não está ligado ao seu preparo físico.
Em vez disso, Djokovic indicou que uma questão de saúde ainda não revelada tem sido o principal obstáculo em sua carreira recente. A declaração veio após o tenista necessitar de mais um atendimento médico durante sua participação no ATP 500 de Pequim, nesta sexta-feira (2).
Apesar de manter o mistério sobre a natureza exata de sua condição, o tenista tranquilizou os fãs ao garantir sua vitória sobre a promessa local Bu Yunchaokete. A informação foi divulgada pelo portal GE, que acompanhou de perto o desempenho do atleta.
Djokovic vence em Pequim e estende invencibilidade histórica
O sérvio, de 39 anos, demonstrou sua resiliência ao se recuperar de um set de desvantagem para vencer Bu Yunchaokete, número 104 do mundo, por 4-6, 7-6(2) e 6-2. Com este resultado, Djokovic ampliou sua invencibilidade no torneio de Pequim para impressionantes 31 vitórias, mantendo um histórico impecável.
Retorno a Pequim e busca por recuperação no ranking
Djokovic retornou ao ATP 500 de Pequim após uma ausência de 11 anos. O torneio é visto como uma oportunidade para o tenista recuperar seu melhor ritmo e, possivelmente, melhorar sua posição no ranking mundial, após uma queda inesperada após o US Open.
Sua eliminação precoce no US Open, logo na estreia, foi sua derrota mais rápida em um Grand Slam desde 2006. No torneio americano, Djokovic chegou a vomitar em quadra e enfrentou problemas nas costas e no ombro, que impactaram seu saque.
“Não quero entrar em detalhes”, diz sérvio sobre condição de saúde
Em entrevista coletiva, Novak Djokovic foi enfático ao afirmar que não deseja entrar em detalhes sobre seu problema de saúde. “Não quero entrar em detalhes, porque senão vai parecer que estou reclamando de alguma coisa ou procurando desculpas”, declarou o tenista.
Ele descreveu o ano como uma “luta muito, muito grande”, marcada por “alguns problemas específicos”. Djokovic explicou que tem buscado “diferentes formas de, pelo menos, me garantir uma condição física e de saúde decente para estar em quadra e competir”.
O sérvio enfatizou que não se trata de falta de resistência. “As pessoas confundem isso. Não é resistência. É outra coisa. Está mais relacionado à saúde”, completou, deixando a porta aberta para futuras explicações, mas sem antecipá-las.
Sensação de melhora em quadra e impacto no jogo
Apesar das adversidades, Djokovic relatou uma melhora surpreendente no decorrer da partida em Pequim. “No terceiro set, de certa forma, eu consegui romper essa barreira. Me senti melhor. No fim do segundo set e durante todo o terceiro, me senti mais fresco do que no início da partida”, comentou.
O tenista confessou que a situação é desgastante. “Não é nada divertido se sentir assim em quadra, porque aí acabo investindo minha energia emocional, mental e, claro, física, mais nos problemas que estou enfrentando do que pensando no jogo em si e em como posso vencer meu adversário”, admitiu.
Djokovic é o maior campeão da história do ATP 500 de Pequim, com seis títulos, o último deles em 2015. Seu retorno a este palco, após tantos anos, é acompanhado de perto por fãs e especialistas, que esperam vê-lo recuperar sua melhor forma.
