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Desenrola Adimplentes: Governo Lula prorroga programa de renegociação de dívidas a seis dias da eleição

Governo Federal estende prazo para o Desenrola Adimplentes, programa que visa auxiliar trabalhadores informais a renegociarem suas dívidas. A decisão ocorre em um momento estratégico, a poucos dias do primeiro turno das eleições presidenciais.

A prorrogação do programa Desenrola Adimplentes foi oficializada por meio da Medida Provisória 1.393/2026, publicada na sexta-feira (25). A iniciativa, voltada para a reestruturação de dívidas de trabalhadores informais, teve seu período de negociação ampliado em 30 dias, passando de 90 para 120 dias.

Com essa alteração, os interessados poderão realizar a celebração de acordos até o dia 26 de outubro. Essa nova data se estende para um dia após o previsto para o segundo turno das eleições, gerando especulações sobre o timing da decisão. A MP 1.393/2026 também instituiu o Desenrola Brasil 3.0, focado em inadimplentes em geral.

Conforme o Ministério da Fazenda, a extensão do prazo se deu por razões operacionais. A pasta explicou que a implementação do Desenrola Adimplentes não ocorreu de forma imediata após a criação do programa, em 29 de junho. Assim, o governo buscou garantir que a linha de crédito funcione plenamente dentro do prazo de deliberação da MP original.

Impacto financeiro e detalhes do programa Desenrola Adimplentes

O governo federal assegura que a prorrogação do prazo não acarretará novos impactos financeiros ou orçamentários. Os recursos necessários já foram repassados à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil, bem como ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), sem previsão de aportes adicionais devido à extensão.

Lançado no final de junho, o Desenrola Adimplentes oferece crédito subsidiado para trabalhadores informais. O programa beneficia aqueles que mantêm seus pagamentos em dia ou possuem dívidas com até 90 dias de atraso. É voltado para quem tem saldo devedor de até R$ 15 mil em crédito pessoal sem garantia, e exige o pagamento de ao menos quatro parcelas da dívida original.

Na prática, o beneficiário contrata uma nova operação de crédito para quitar integralmente seu débito anterior. As taxas de juros são limitadas a 1,99% ao mês, e a nova parcela não pode ultrapassar 90% do valor da prestação original. O programa também permite a contratação de crédito adicional de até 50% do saldo devedor, desde que a nova prestação permaneça dentro do limite estabelecido.

Objetivos e adesão dos bancos

O governo apresentou a iniciativa como uma estratégia para alcançar trabalhadores sem vínculo formal de emprego. Esses profissionais, que frequentemente enfrentam dificuldades em comprovar renda, costumam recorrer a linhas de crédito com juros mais altos. A intenção é oferecer condições mais vantajosas para a renegociação de suas dívidas.

Até o momento, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil aderiram ao programa Desenrola Adimplentes. Grandes bancos privados ainda avaliavam a participação, mesmo após quase um mês do lançamento oficial da iniciativa, demonstrando cautela na implementação de novas linhas de crédito neste cenário.