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Caso Porsche: Namorada de Sastre e assistente técnico sob investigação do MP por suspeita de crimes

Ministério Público de São Paulo inicia apuração sobre a namorada de Fernando Sastre e seu assistente técnico.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou a abertura de inquéritos policiais para investigar a namorada de Fernando Sastre de Andrade Filho, Giovanna Pinheiro Silva, e o assistente técnico que atuou na defesa do empresário no caso do Porsche, Alfredo Vieira das Neves Júnior. As suspeitas recaem sobre crimes de falsidade ideológica e falso testemunho, respectivamente.

As informações constam na ata das sessões do Tribunal do Júri, realizadas no final de outubro, e foram confirmadas por ofícios obtidos pela CNN Brasil. Os promotores requisitaram formalmente à Polícia Civil a instauração de dois procedimentos investigatórios distintos para esclarecer os fatos.

A atuação do MP visa garantir a lisura do processo judicial e a correta aplicação da justiça, considerando as declarações e condutas observadas durante o julgamento do caso que resultou na morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. Conforme informação divulgada pela CNN Brasil, o MP busca esclarecer possíveis irregularidades que possam ter influenciado o andamento do caso.

Suspeita de Falsidade Ideológica contra Assistente Técnico

No caso do assistente técnico Alfredo Vieira das Neves Júnior, a investigação visa apurar uma suspeita de falsidade ideológica. O Ministério Público questionou informações apresentadas pelo profissional durante o julgamento, que pudessem ter sido alteradas ou omitidas com o intuito de beneficiar a defesa de Fernando Sastre. Caso comprovada a falsidade, o assistente técnico poderá responder criminalmente por suas ações.

Namorada de Sastre é investigada por Falso Testemunho

Giovanna Pinheiro Silva, namorada de Fernando Sastre, está sob investigação por possível falso testemunho. Em um depoimento anterior, ela teria afirmado que o empresário não havia consumido bebida alcoólica, apenas água, antes do acidente. Contudo, durante o próprio julgamento, Fernando Sastre admitiu ter ingerido bebida alcoólica, o que contradiz a declaração de Giovanna.

Além disso, a ata do julgamento registra que Giovanna foi intimada pessoalmente para comparecer no dia 28 de outubro, mas não se apresentou nem justificou sua ausência. Após tentativas frustradas de condução coercitiva, a defesa desistiu de sua oitiva. No entanto, posteriormente, Giovanna foi vista na plateia acompanhando a sessão como espectadora, o que gerou ainda mais questionamentos sobre sua conduta.

MP pede aumento da pena de Fernando Sastre

O Ministério Público de São Paulo também entrou com um pedido de aumento da pena para Fernando Sastre. Ele foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão em regime fechado. A apelação foi apresentada ao Tribunal de Justiça de São Paulo após o veredito do júri popular.

Para o MPSP, a pena aplicada é insuficiente e desproporcional diante da gravidade dos fatos. O recurso sustenta que Sastre assumiu o risco de provocar danos às duas vítimas de forma consciente. Por isso, o MP pede que as penas pelos dois crimes sejam somadas. Fernando Sastre foi condenado por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, e por lesão corporal contra Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no Porsche no momento da colisão.

Os jurados reconheceram a qualificadora de perigo comum no homicídio, entendendo que a conduta do empresário colocou outras pessoas em risco. Além da pena de prisão, a Justiça determinou a inabilitação de Fernando Sastre para dirigir veículos automotores.