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Amazonas em Chamas: 36 Cidades em Emergência e Aumento Alarmante de Incêndios Florestais

Amazonas em Alerta Máximo: Incêndios Devastam 36 Municípios e Qualidade do Ar Atinge Nível PÉSSIMO

O estado do Amazonas enfrenta uma crise ambiental sem precedentes, com 36 municípios em situação de emergência devido a incêndios florestais de grandes proporções. A gravidade da situação levou o governo federal a oficializar o reconhecimento do estado de calamidade, buscando intensificar as ações de combate às chamas que consomem a vegetação amazônica.

A mobilização envolve uma robusta força-tarefa, incluindo o envio de dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), com previsão de início de operações nesta segunda-feira, 12 de outubro. Além das aeronaves da FAB, outras seis foram disponibilizadas, somando quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros, para auxiliar no combate aéreo.

O contingente de combate terrestre também foi reforçado. São 290 brigadistas federais já atuando diretamente nas frentes de incêndio, trabalhando incansavelmente para conter o avanço do fogo. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e detalhadas pelo Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Aumento de 271% nos Focos de Incêndio em Outubro

Os dados divulgados pelo Painel do Fogo, do Ministério da Defesa, revelam um cenário alarmante: nos primeiros dez dias de outubro, o Amazonas registrou um aumento de 271% nos focos de incêndio em comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram contabilizadas 1.380 ocorrências, um salto expressivo ante as 372 registradas em 2022.

A maioria dos incêndios, 1.186 focos, ocorreram em áreas públicas, indicando a extensão do problema em territórios protegidos. Outras 93 ocorrências foram em propriedades privadas, e 101 em áreas de definição incerta. Dentre os focos registrados, 174 foram classificados como relacionados ao desmatamento, evidenciando a conexão entre a derrubada de árvores e a propagação das chamas.

Até o último domingo, 11 de outubro, o Painel do Fogo apontava para a existência de 1.521 incêndios ativos desde o início do mês, demonstrando a intensidade e a persistência do problema que assola o estado.

Alerta de Saúde e Recomendações à População

Diante da fumaça densa que cobre diversas cidades, o governo federal emitiu um alerta à população com orientações para mitigar os riscos à saúde. Recomenda-se, prioritariamente, o uso de máscaras ao sair de casa e a manutenção de portas e janelas fechadas nos períodos de maior concentração de fumaça.

A prática de exercícios ao ar livre deve ser evitada, e a hidratação regular é fundamental. Grupos vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, devem ter atenção redobrada para evitar a exposição à fumaça. Em caso de sintomas respiratórios, a orientação é procurar atendimento médico imediato.

A população também é conclamada a colaborar na prevenção, evitando o uso de fogo em pastagens, a queima de lixo, a realização de fogueiras e a soltura de balões, práticas que podem agravar ainda mais a situação dos incêndios no Amazonas.

Qualidade do Ar em Manaus Atinge Nível “Péssimo”

As cidades da região metropolitana de Manaus, incluindo a capital, registraram uma qualidade de ar considerada “péssima” entre a manhã e a tarde do último domingo, 11 de outubro. O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), indicou níveis de poluição acima de 125 µg/m³.

No sábado, a capital amazonense chegou a registrar uma média de 196,4 µg/m³. Embora tenha havido uma redução para 46,4 µg/m³ no início da noite, considerado “moderado”, a previsão indicava um risco alto para novos episódios de fumaça, com pico estimado de 169 µg/m³ na madrugada de segunda-feira.

Em resposta à crise, a prefeitura de Manaus anunciou a suspensão de eventos ao ar livre promovidos pela administração municipal, previstos para domingo e segunda-feira, como medida preventiva para proteger a saúde da população.