Polícia Militar do Rio de Janeiro registra alta em apreensão de fuzis nos últimos três meses
A Polícia Militar do Rio de Janeiro tem intensificado suas ações de combate ao crime, resultando na apreensão de um número expressivo de fuzis em pouco mais de três meses. São cerca de 210 armas de grosso calibre retiradas de circulação, a maioria delas na região metropolitana da capital fluminense. Essa marca evidencia o **compromisso das forças de segurança** na luta contra a criminalidade armada.
Um exemplo recente dessa atuação ocorreu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, neste último sábado. Equipes do 15º Batalhão, durante um patrulhamento de rotina nas proximidades da comunidade do Sapo, conseguiram apreender três fuzis. A ação demonstra que as apreensões de fuzis se tornaram parte integrante do cotidiano da tropa policial.
O secretário da Secretaria de Estado da Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, ressaltou a importância dessas ações, afirmando que “Seja em operações planejadas, seja em missões de patrulhamento, as apreensões de fuzis fazem parte hoje da rotina da nossa tropa”. Essa declaração reforça a **dedicação constante** no combate à criminalidade.
Detalhes da apreensão em Duque de Caxias
Segundo informações do comando da unidade, a ocorrência em Duque de Caxias se deu quando os agentes avistaram um veículo T-Cross sem placa. Ao tentarem a abordagem, os três ocupantes do carro fugiram em direção à comunidade, abandonando o veículo. Dentro da comunidade, em uma casa abandonada, foram encontrados os três fuzis calibre 5.56, sendo um Smith & Welson, um Colt e um AR 10, todos de fabricação estrangeira.
Irajá lidera ranking de apreensões de fuzis no estado
O 41º Batalhão de Polícia Militar (BPM), localizado em Irajá, na Zona Norte do Rio, se destaca por liderar o ranking de apreensões de fuzis na polícia fluminense há três anos. A área de policiamento deste batalhão abrange dois complexos que são dominados por duas das maiores facções criminosas do estado: o Complexo do Chapadão, sob influência do Comando Vermelho, e o Complexo da Pedreira, liderado pelo Terceiro Comando Puro (TCP).
Essa concentração de disputas territoriais violentas entre organizações rivais explica, em grande parte, o alto índice de apreensões de fuzis na região. A presença de armamento pesado é uma constante nesse cenário, e as ações da Polícia Militar visam justamente desarticular essas redes e retirar essas armas de circulação, promovendo maior segurança para a população.
Aumento no recolhimento de armamentos pesados
O número de 210 fuzis apreendidos em pouco mais de três meses é um dado alarmante que reflete a complexidade da segurança pública no Rio de Janeiro. A Polícia Militar tem atuado de forma estratégica, buscando não apenas a apreensão, mas também a desarticulação do fluxo de armas ilegais que chegam ao estado. Ações como as de Duque de Caxias e a atuação contínua do 41º BPM em Irajá são fundamentais nesse processo.
A intensificação das apreensões de fuzis é um indicativo do trabalho incessante das forças de segurança, que enfrentam desafios diários para garantir a ordem e a tranquilidade. O objetivo é reduzir a capacidade bélica das organizações criminosas e, consequentemente, a ocorrência de crimes violentos que utilizam esse tipo de armamento.