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Zelensky celebra quatro anos da guerra na Ucrânia, promete continuar lutando e não trair sacrifícios do povo, apesar de veto da Hungria e divisão entre aliados

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Zelensky reafirma que a Ucrânia não trairá quatro anos de sacrifício e promete seguir lutando, enquanto aliados europeus se dividem sobre sanções e um empréstimo de 90 bilhões de euros, e líderes ocidentais de alto escalão não comparecem às cerimônias

Zelensky afirmou que a Ucrânia não abandonará os sacrifícios feitos pelo seu povo ao longo de quatro anos de guerra, e prometeu continuar a luta pelas terras defendidas e pela dignidade nacional.

O anúncio ocorreu em meio a uma onda de divergências entre aliados europeus, com a Hungria vetando um novo pacote de sanções contra a Rússia e um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia.

Convidados europeus de menor escalão devem participar das cerimônias em Kyiv, mas nenhum líder ocidental importante era esperado, conforme informação divulgada pelo g1.

Mensagem direta de Zelensky e apelo a visitas internacionais

No início das cerimônias, Zelensky disse, em discurso matinal, que “Putin não alcançou seus objetivos, Ele não quebrou o povo ucraniano, Ele não venceu esta guerra”.

O presidente ucraniano também estendeu um convite público ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo, “Somente visitando a Ucrânia e vendo nossas vidas e lutas com seus próprios olhos, você poderá entender o verdadeiro significado desta guerra.”

Divisões entre aliados, veto da Hungria e acusações sobre oleoduto

Países europeus esperavam selar um acordo sobre novas sanções contra a Rússia e avançar no empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, mas a Hungria manteve seu veto.

A Hungria e a vizinha Eslováquia acusam Kiev de bloquear deliberadamente o fornecimento de petróleo russo por meio do oleoduto Druzhba, enquanto a Ucrânia afirma que está tentando reparar a infraestrutura após um ataque russo no mês passado.

Balanço humano do conflito e impasse nas negociações de paz

O conflito, descrito como o mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, deixou centenas de milhares de soldados de ambos os lados mortos ou feridos.

As forças russas também mataram dezenas de milhares de civis ucranianos e destruíram cidades com anos de ataques de mísseis e drones.

Negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos parecem estagnadas por causa da questão territorial, com Moscou exigindo que a Ucrânia ceda os 20% restantes da região leste de Donetsk, enquanto Kiev se mantém irredutível quanto à defesa das terras conquistadas e protegidas ao longo dos anos.

Apelo por uma paz digna, e reações europeias

Zelensky afirmou, “Queremos paz: uma paz forte, digna e duradoura”, e pediu aos negociadores que não anulem ou desvalorizem tudo o que a Ucrânia passou, dizendo, “Não anulem todos esses anos, não desvalorizem toda a luta, a coragem, a dignidade, tudo o que a Ucrânia passou. Não podemos, não devemos, entregar tudo isso, esquecer tudo isso, trair tudo isso.”

O presidente francês, Emmanuel Macron, publicou que “Um dia, os russos compreenderão a enormidade do crime cometido em seu nome.”

O presidente polonês, Karol Nawrocki, escreveu que a agressão russa representa uma séria ameaça à segurança da Europa, e que “Encaramos com respeito a coragem das pessoas que defendem a liberdade todos os dias.”