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Yair Lapid apoia ataques ao Irã, chama ação de ‘guerra justa contra o mal’ e pede aniquilar programas balísticos e nucleares do país

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Yair Lapid apoia ataques ao Irã, pede unidade e afirma que Israel é “muito mais forte” enquanto a região vive nova onda de bombardeios e contra-ataques

O líder da oposição israelense, Yair Lapid, afirmou neste sábado que apoia a decisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de atacar o Irã, descrevendo a campanha como uma “guerra justa contra o mal”.

Lapid disse que as rivalidades políticas serão deixadas de lado por enquanto, e que é preciso manter a unidade nacional diante da escalada de ataques, incluindo mísseis iranianos contra Israel e países do Golfo.

Em meio a sirenes e abrigos antiaéreos, Lapid afirmou, “Vamos nos manter unidos contra essa ameaça”, e defendeu que “Os programas balísticos e nucleares do Irã e, se possível, a liderança do país devem ser ‘aniquilados'”, conforme informação divulgada pela Reuters.

O apoio de Lapid e as declarações mais contundentes

Apesar de ter sido crítico ferrenho de Netanyahu, Lapid disse que as diferenças políticas serão deixadas de lado por enquanto, e agradeceu, segundo a reportagem, ao presidente Donald Trump pela liderança dos Estados Unidos na operação contra o Irã.

Ao sair de um abrigo antiaéreo após o soar das sirenes em Tel Aviv, Lapid reafirmou apoio às ações militares e classificou a campanha como uma “guerra justa contra o mal”, frase que demonstra alinhamento temporário da oposição com o governo, diante do aumento das hostilidades.

Sequência de ataques e balanço de vítimas

Segundo a reportagem citada, “Os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra o Irã, visando altos líderes e incitando a derrubada de seu governo, o que desencadeou uma onda de bombardeios de mísseis iranianos contra Israel e países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos e o Catar”.

O texto também registra que “Em junho passado, Israel lançou um ataque surpresa contra o Irã, desencadeando uma guerra entre as potências do Oriente Médio que terminou após 12 dias, quando os Estados Unidos se juntaram a Israel no bombardeio do Irã”.

Sobre vítimas, a reportagem informa que “Mais de 30 pessoas morreram em Israel nessa guerra, quando mísseis iranianos atingiram o país, incluindo a densamente povoada Tel Aviv. Mais de 900 pessoas morreram em ataques israelenses contra o Irã”.

Impacto político interno e as eleições de outubro

Israel deverá realizar eleições nacionais até outubro, e pesquisas indicam incerteza sobre a capacidade da coalizão liderada por Netanyahu de formar governo, conforme a matéria.

A oposição está fragmentada, embora vários grupos busquem formar um governo sem Netanyahu. As pesquisas mostram que o partido de Lapid, Yesh Atid, pode perder cadeiras nas próximas eleições, ainda que continue sendo potencialmente essencial na formação de um novo governo.

Possíveis desdobramentos regionais e avaliação militar

Lapid afirmou que Israel é “muito mais forte” do que muitos supõem, e expressou dúvida sobre a capacidade do Irã de sustentar um conflito prolongado. Essa avaliação sinaliza confiança da liderança da oposição na resistência interna durante uma escalada que já envolveu múltiplos países do Golfo.

Com as acusações de que os ataques visam altos líderes iranianos e a própria liderança do país, a situação pode ampliar ainda mais as tensões regionais, enquanto governantes e opositores em Israel recalibram posições para enfrentar o que descrevem como uma ameaça existencial.