Volatilidade: Uma Métrica Chave, Mas Não a Única, Para Investidores Inteligentes
A volatilidade é um termo frequentemente ouvido no universo dos investimentos, especialmente em mercados como o de ações e o de criptomoedas. Para muitos, ela representa um fator de medo, influenciando diretamente as decisões de onde alocar o dinheiro. Mas será que essa oscilação de preços é realmente a vilã que todos pintam?
Marília Fontes, apresentadora do programa Resenha do Dinheiro, esclarece que a volatilidade é, na verdade, uma métrica de risco. Ela ajuda o mercado financeiro a identificar se um investidor está assumindo um risco elevado com ativos que podem sofrer grandes variações, tanto para cima quanto para baixo. Compreender essa métrica é fundamental.
A análise da volatilidade indica se um investimento tende a ter poucas oscilações de preço, caracterizando baixa volatilidade, ou se apresenta variações expressivas e rápidas, o que define alta volatilidade. Enquanto ativos de baixa volatilidade tendem a entregar resultados mais previsíveis, aqueles com alta volatilidade podem, sim, gerar retornos maiores, mas também apresentam a possibilidade de retornos inferiores, dependendo do cenário de mercado. Conforme explicado por Marília Fontes, a volatilidade é uma métrica crucial na tomada de decisão, mas deve ser sempre alinhada ao perfil do investidor, sua tolerância ao risco e seus objetivos financeiros.
Volatilidade Não é Sinônimo de Risco Total
É um equívoco comum associar diretamente volatilidade a risco, e vice-versa. Fontes ressalta que mesmo investimentos considerados de baixa volatilidade, como alguns da renda fixa, podem apresentar riscos significativos. Um exemplo claro é a aplicação em um CDB de um banco com reputação duvidosa.
Nesse cenário, a ausência de volatilidade pode dar uma falsa sensação de segurança. O investidor pode receber o rendimento combinado por um tempo, mas o risco de calote, ou seja, de não receber o valor investido no vencimento caso a instituição financeira quebre, é real. Isso demonstra que o risco de um investimento vai além das oscilações de preço, envolvendo também a solidez e o histórico da instituição financeira.
O Que Realmente Define o Risco de um Investimento
O risco, portanto, é um conceito mais amplo, influenciado por diversos outros fatores. A reputação e o histórico da instituição onde o dinheiro será depositado são elementos cruciais na avaliação. Uma análise cuidadosa deve considerar não apenas o perfil e a tolerância ao risco do investidor, mas também a credibilidade e a saúde financeira do emissor do ativo.
A decisão de onde investir deve ser baseada em uma avaliação completa, ponderando a volatilidade como um dos indicadores, mas sem negligenciar outros aspectos essenciais para a segurança do capital. Assim, o investidor pode fazer escolhas mais conscientes e alinhadas às suas expectativas.
Conheça o Resenha do Dinheiro
O programa Resenha do Dinheiro, apresentado por Marília Fontes, Bernardo Pascowitch e Thiago Godoy, busca descomplicar a educação financeira e os investimentos. Com uma abordagem leve e direta, o programa discute semanalmente os principais temas da economia, oferecendo análises informais, como uma conversa entre amigos. A atração é transmitida às sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube, e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.
