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Trump e Irã, postagens antigas mostram que ele se opôs a atacar o Irã por Obama e prometeu ‘quebrar o ciclo de mudança de regime’, agora autorizou ofensiva contra o país

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Nos últimos dias, o nome de Trump e Irã voltou a circular nas redes depois que o presidente dos Estados Unidos autorizou ataques ao Irã e descreveu a campanha como “massiva e contínua”.

Mensagens antigas publicadas por Donald Trump no X mostram que, antes de assumir a Presidência, ele criticou a ideia de atacar o Irã e atribuiu possíveis ações militares a fatores políticos, como a baixa aprovação do então presidente Barack Obama.

Nos trechos reunidos, o ex-presidente também prometeu, em discursos de campanha, romper com políticas de mudança de regime que ele atribuiu a rivais, e afirmou que sua postura seria de evitar novas guerras, conforme informação divulgada pela CNN.

Postagens antigas e declarações públicas contrárias a ataques ao Irã

Em outubro de 2012, Trump publicou no X a mensagem, “Agora que os índices de aprovação de Obama estão em queda livre, fiquem de olho nele, pois ele pode lançar um ataque na Líbia ou no Irã. Ele está desesperado.”

Um ano depois, ele escreveu, “Lembrem-se de que eu previ há muito tempo que o presidente Obama atacaria o Irã por causa de sua incapacidade de negociar adequadamente – por falta de habilidade!.”

Na campanha de 2016, Trump criticou a política de sua adversária, afirmando, “Devemos abandonar a política fracassada de reconstrução nacional e mudança de regime que Hillary Clinton impulsionou no Iraque, na Líbia, no Egito e na Síria”, e se comprometeu que “quebraria o ciclo de mudança de regime”.

Durante a preparação para as eleições de 2024, mensagens de aliados reforçaram essa narrativa, como a publicação de Stephen Miller no X, “Kamala = Terceira Guerra Mundial. Trump = Paz.”, e a da então diretora de inteligência Tulsi Gabbard, “Um voto em Kamala Harris é um voto em Dick Cheney e um voto pela guerra, guerra e mais guerra. Um voto em Donald Trump é um voto para acabar com as guerras, não para iniciá-las.”

Mudança de tom e autorização de ataques contra o Irã

Apesar das postagens antigas, nesta sábado, 28, o presidente Trump confirmou que os Estados Unidos, em conjunto com Israel, conduziram ataques ao território iraniano.

Trump descreveu a campanha militar como “massiva e contínua”, e afirmou que vidas americanas podem ser perdidas como resultado. O presidente disse também que o objetivo é “defender o povo americano” das “ameaças do governo iraniano” e declarou que irá destruir os mísseis do Irã e garantir que o país não terá armas nucleares.

Essa mudança de postura em relação ao discurso prévio sobre Trump e Irã marca uma diferença clara entre as promessas de campanha e as ações executivas recentes, à medida que a administração justifica a ofensiva como necessária para a segurança nacional.

Repercussão regional e relatos sobre alvos e vítimas

Segundo relato da equipe da CNN, um oficial israelense afirmou que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi alvo do ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel, informação confirmada à CNN por duas fontes próximas à operação militar.

Em retaliação, o Irã atacou bases americanas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita, e outros países atingidos até o momento foram Jordânia e Iraque, em um ataque considerado sem precedentes no Oriente Médio, segundo a CNN.

As consequências humanitárias já aparecem, com a confirmação de uma pessoa morta após ser atingida por destroços em uma área residencial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

O que muda na narrativa sobre Trump e Irã

As publicações antigas no X e as declarações de campanha sobre evitar guerras e romper com mudanças de regime colocam em contraste a ação atual, quando Trump e Irã voltam a ocupar os holofotes por via militar.

Analistas e opositores podem apontar essa diferença como um exemplo de como promessas de campanha nem sempre se traduzem em política externa, enquanto apoiadores defendem a necessidade de responder a ameaças imediatas. O desdobrar dos próximos dias deve mostrar o alcance estratégico e humanitário dessa ofensiva.