Trump conversa com líderes do Oriente Médio enquanto tensão entre EUA, Israel e Irã aumenta, e autoridades investigam atentado em Austin
O presidente dos Estados Unidos fez ligações neste domingo para atores-chave do Oriente Médio, em meio à escalada militar na região e a alertas de retaliação do Irã.
As conversas ocorreram um dia depois do anúncio de que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate” contra o Irã, em operação conjunta com Israel.
Os contatos e as informações sobre o ataque em Austin foram comunicados pela Casa Branca, conforme informação divulgada pela secretária de imprensa da Casa Branca.
Detalhes das conversas
Segundo a nota da Casa Branca, a secretária de imprensa Karoline Leavitt escreveu no X, “Hoje, o presidente Trump conversou com os líderes de Israel, Bahrein e Emirados Árabes Unidos”. A declaração não detalhou o teor completo de cada ligação.
O comunicado também informou que o presidente foi informado sobre o tiroteio fatal no distrito de entretenimento de Austin, no Texas, e sobre a investigação em curso por parte do FBI.
Contexto militar no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado, dia 28, uma onda de ataques contra o Irã, segundo relatos oficiais. Em seguida, o Irã passou a retaliar países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas.
Entre os alvos das retaliações, estão Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque, o que elevou o risco de um confronto mais amplo na região.
Ameaças e reações do Irã
Na cobertura estatal, a mídia do Irã anunciou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, teria sido uma das vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses. A informação provocou reação imediata em Teerã.
Autoridades iranianas afirmaram que consideram legítimo se vingar pelos ataques, e o país prometeu lançar a “ofensiva mais pesada” da história, numa declaração que aumentou ainda mais a tensão.
Em resposta, o presidente Trump fez ameaças claras ao Irã, dizendo, “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Antes, Trump já havia afirmado que os ataques viriam “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”
Incidente em Austin e movimentação presidencial
O FBI investiga o massacre em Austin como uma possível conexão com terrorismo, segundo a comunicação oficial, citando uma “possível ligação com terrorismo” na apuração. O ataque deixou pelo menos três mortos, incluindo o suspeito, e 14 feridos.
O texto da Casa Branca informou ainda que Trump permanece em sua propriedade Mar-a-Lago, em West Palm Beach, Flórida, desde sexta-feira, dia 27, e que deve retornar à Casa Branca no domingo.
Com a região em alerta, a administração americana afirma monitorar de perto os desdobramentos, enquanto líderes regionais e aliados seguem em contato com Washington, e a situação pode influenciar decisões militares e diplomáticas nas próximas horas.