Trump Ameaça Bloquear Estreito de Ormuz após Fracasso em Negociações com Irã: “Ninguém Pagará Pedágio Ilegal”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (data fictícia) uma escalada significativa na tensão com o Irã, declarando que a Marinha americana iniciará o bloqueio do Estreito de Ormuz. A decisão surge após o fracasso de negociações intensas destinadas a encerrar um conflito de seis semanas, que já abalou a economia global e elevou os preços do petróleo.
A medida, comunicada através de uma publicação no Truth Social, visa impedir a passagem de embarcações que paguem pedágio ao Irã e a destruição de minas atribuídas aos iranianos na estratégica via marítima. O estreito é crucial, respondendo por cerca de 20% do suprimento mundial de energia.
As declarações de Trump foram feitas após uma entrevista à Fox News, onde admitiu que a implementação do bloqueio levaria tempo. Ele também afirmou que qualquer ação iraniana contra navios americanos ou pacíficos resultaria em retaliação imediata. O presidente americano ainda indicou que aliados da OTAN poderiam se juntar à operação no estreito, embora não tenha havido comentários imediatos desses países. Conforme informação divulgada pelo próprio presidente, a Marinha dos EUA, considerada a melhor do mundo, será responsável pela execução do bloqueio.
Troca de Acusações Marca o Fim das Negociações
As conversas, realizadas em Islamabad, terminaram sem um acordo, com ambos os lados culpando o outro pelo impasse. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, que liderou a delegação americana, lamentou a falta de progresso, especialmente em relação às ambições nucleares do Irã. “A má notícia é que não chegamos a um acordo, e acho que isso é uma má notícia para o Irã muito mais do que para os Estados Unidos da América”, declarou Vance.
Por outro lado, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, atribuiu o fracasso à falta de confiança gerada pelas ações americanas, apesar de o Irã ter apresentado “iniciativas voltadas para o futuro”. Qalibaf declarou via X (antigo Twitter) que “Os EUA entenderam a lógica e os princípios do Irã e é hora de eles decidirem se podem ganhar nossa confiança ou não”.
Estreito de Ormuz e Programa Nuclear no Centro do Debate
As negociações em Islamabad representaram a primeira reunião direta entre Estados Unidos e Irã em mais de uma década, e as discussões de mais alto nível desde a Revolução Islâmica de 1979. Vance ressaltou que o Irã se recusou a aceitar os termos americanos, incluindo a não proliferação de armas nucleares. Trump reforçou essa posição, afirmando: “O Irã não está disposto a desistir de suas ambições nucleares!”.
A agência de notícias iraniana Tasnim relatou que exigências “excessivas” dos EUA impediram um acordo. Outros veículos iranianos apontaram o Estreito de Ormuz e o programa nuclear como os principais pontos de discórdia, apesar de haver concordância em outras questões. O Irã busca controle sobre o Estreito de Ormuz, pagamento de reparações de guerra, um cessar-fogo regional e a liberação de seus ativos congelados no exterior, além de querer cobrar taxas de trânsito na via marítima.
Líbano Continua Palco de Conflitos
Enquanto as negociações ocorriam, Israel intensificou bombardeios contra militantes do Hezbollah no Líbano, grupo apoiado pelo Irã. Israel e os EUA insistem que esses ataques não fazem parte do cessar-fogo entre americanos e iranianos, uma posição contestada pelo Irã, que exige o fim dos combates no Líbano. O Exército israelense informou ter atingido lançadores de foguetes do Hezbollah, enquanto sirenes soavam em vilarejos israelenses próximos à fronteira, alertando para foguetes vindos do Líbano.
Apesar da escalada de tensões, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, enfatizou a importância de preservar o cessar-fogo. O Papa Leão também apelou por um cessar-fogo duradouro, expressando proximidade com o povo libanês. O ministro do gabinete de segurança israelense, Zeev Elkin, admitiu que mais negociações ainda são uma possibilidade, mas alertou que “Os iranianos estão brincando com fogo”.