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Toyota Yaris Cross XRX 1.5 flex sem eletrificação, avaliação na pista, consumo Inmetro, porta-malas, equipamentos e preços da versão 122 cv que surpreende

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Avaliação completa do Toyota Yaris Cross XRX 1.5 flex sem eletrificação, mostrando desempenho na pista, dinâmica em curvas, dados de consumo do Inmetro, porta-malas e equipamentos

O Yaris Cross XRX na configuração 1.5 flex foi testado em pista, e a versão sem sistema elétrico mostra diferenças relevantes em desempenho e comportamento dinâmico.

Em um trajeto no Autódromo Capuava, em Indaiatuba, foi possível perceber que a opção a combustão oferece uma tocada mais incisiva, com respostas mais diretas ao acelerador e caixa.

Os dados técnicos, as impressões de condução e os números oficiais de consumo que citamos a seguir foram baseados nas informações apuradas pela reportagem em pista e em dados oficiais, conforme informação divulgada pela CNN Brasil.

Desempenho e comportamento em pista

A principal diferença entre as variantes está sob o capô, e isso muda a sensação ao dirigir. Enquanto a versão híbrida tem um motor de 111 cv, a opção sem eletrificação entrega 122 cv e 15,3 kgfm de torque com o motor 1.5 dual VVT-i de 16V.

Na pista, esse ganho de potência se traduz em uma condução mais disposta e até divertida para um SUV compacto. A suspensão trabalha bem, a estabilidade em entrada de curvas em velocidades mais altas impressiona, e o carro permite uma condução mais esportiva sem comprometer o conforto.

Alguns detalhes reforçam essa proposta, como as borboletas atrás do volante, que não estão disponíveis na versão eletrificada, e ajudam a antecipar trocas, ganhando tempo em uma tocada mais agressiva. Também foi notado um pedal de freio mais macio na versão XRX a combustão, em comparação à versão HEV.

Consumo, autonomia e dados do Inmetro

Para quem busca números oficiais, o Inmetro traz médias distintas por tipo de combustível e uso. Segundo os dados oficiais, a versão chega a fazer até 14,3 km/l, quando abastecido na gasolina.

Os números do Inmetro são: Cidade: 12,6 (km/l – gasolina); 8,8 (km/l – etanol); Estrada: 14,3 (km/l – gasolina); 10,2 (km/l – etanol).

Em termos de tanque, há diferença prática na autonomia, com 36 litros nas versões eletrificadas e 42 litros nas versões a combustão, o que amplia o alcance por tanque na versão XRX flex.

Espaço, dimensões e equipamentos

Em tamanho, as versões eletrificadas e as flex são iguais, com exceção do porta-malas, que tem 391 litros nas configurações HEV e 400 litros nas demais. As dimensões declaradas são: Altura: 1.655 mm; Comprimento: 4.310 mm; Entre-eixos: 2.620 mm; Largura: 1.770 mm.

A cabine do XRX mantém a mesma lista de equipamentos da versão XRX Hybrid, com acabamento soft touch e costura aparente no painel e nas portas, bancos em material premium e teto panorâmico, que amplia a sensação de luminosidade interna.

Entre outros itens, o carro traz Smart Entry com chave presencial, piloto automático, ar-condicionado digital automático, central multimídia Toyota Play 2.0 com tela de 10 polegadas e espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, carregador por indução, painel digital TFT de 7 polegadas, faróis de neblina em LED, câmera de ré e sensor de estacionamento traseiro.

Preço, versões e posicionamento

O Yaris Cross é posicionado abaixo do Corolla Cross na gama da marca, e as versões e preços divulgados são:

Toyota Yaris Cross XR – R$ 149.990; Toyota Yaris Cross XRE – R$ 161.390; Toyota Yaris Cross XRE Hybrid – R$ 172.390; Toyota Yaris Cross XRX – R$ 178.990; Toyota Yaris Cross XRX Hybrid – R$ 189.990.

A reportagem avaliou a versão XRX a combustão, que parte de R$ 178.990, e constatou que ela oferece uma combinação interessante entre dirigibilidade mais animada e equipamentos de acabamento e tecnologia equivalentes à variante híbrida.

Em resumo, a versão 1.5 flex do Yaris Cross XRX se destaca por entregar uma condução mais enérgica, bom comportamento em curvas e lista de equipamentos robusta. A escolha entre híbrido e flex passa por prioridades de consumo e autonomia, e por preferir uma tocada mais dinâmica ou a eficiência elétrica em áreas urbanas.

A reportagem não teve tempo para medir o consumo real em uso prolongado com a unidade testada, e aguardará o envio do carro de teste pela montadora para aferir médias práticas em rodovias e cidade.