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Senado aprova projeto que facilita o acesso a armas de fogo, suspende efeitos do Decreto 11.615/2023 e pode reduzir exigências para atiradores, caçadores e colecionadores

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Comissão do Senado aprovou proposta que facilita o acesso a armas de fogo, interrompe os efeitos do Decreto 11.615, de 2023, e altera controle sobre registro, comercialização e autorizações

A Comissão de Segurança Pública do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira, uma proposta que pode derrubar restrições para a aquisição e porte de armas de fogo.

O texto suspende mudanças recentes nas regras e anula exigências impostas a atiradores, caçadores e colecionadores, conforme prevê o projeto de Decreto Legislativo 190/2023.

A proposta agora segue para análise na Comissão de Constituição e Justiça, em Brasília, com possibilidade de mudar a forma como o registro e o comércio de armas são regulados, conforme informação divulgada pela Comissão de Segurança Pública do Senado Federal.

O que prevê o projeto

O Decreto Legislativo 190/2023 interrompe os efeitos do Decreto 11.615, de 2023. A norma em vigor transferiu atribuições sobre armas de fogo do Exército para a Polícia Federal, impôs restrições mais severas na comercialização e redefiniu procedimentos sobre registro.

Com a aprovação na comissão, o texto busca anular essas alterações, restaurar regras anteriores para compra e porte e reduzir exigências consideradas mais rígidas por parte de setores interessados.

Argumentos dos autores e do relator

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), autor do projeto, afirmou que, na visão dele, “o decreto atualmente vigente ultrapassa o papel do Executivo ao alterar, na prática, regras previstas no Estatuto do Desarmamento”.

Para o relator, Marcio Bittar (PL-AC), “as mudanças impactam o acesso legal às armas, o funcionamento do setor esportivo e comercial e o exercício da legítima defesa”. Bittar defende que o projeto preserva a hierarquia das normas e direitos anteriormente garantidos, segundo a proposta.

Próximos passos e impacto esperado

Após a aprovação na Comissão de Segurança Pública, o texto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça, onde será analisada sua compatibilidade jurídica. Só após tramitação nas comissões e eventual votação em Plenário é que mudanças efetivas poderão ocorrer.

O debate acende discussões sobre segurança pública, controle de armas, direitos de atiradores, caçadores e colecionadores, e o papel das instituições que regulam o tema, com autoridades e sociedade acompanhando os desdobramentos.