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Sally Rooney: Autora best-seller tem livros retirados do Reino Unido após decisão sobre direitos autorais para Palestina

Sally Rooney: O Fim da Venda de Livros no Reino Unido Por Apoio à Palestina

A renomada romancista irlandesa Sally Rooney não terá mais seus livros comercializados no Reino Unido. A decisão, divulgada pela autora e por sua editora, Faber, nesta quarta-feira (15), decorre do plano de Rooney de destinar os direitos autorais de suas obras ao apoio à Palestine Action, um grupo pró-palestino que foi banido no país.

Conhecida por sucessos como “Pessoas Normais” e “Conversas entre Amigos”, Sally Rooney tem sido uma voz ativa em defesa da Palestine Action, mesmo após o grupo ter sido classificado como organização terrorista pelo governo britânico no ano passado, com base na legislação antiterrorismo.

A própria autora já havia antecipado as possíveis consequências de suas convicções. Em uma declaração apresentada à Alta Corte de Londres, em apoio a um recurso contra a proibição da Palestine Action, Rooney afirmou que seus planos poderiam levar à retirada de suas obras das prateleiras no Reino Unido. Conforme informação divulgada pela autora e sua editora, a decisão foi tomada em decorrência de circunstâncias legais que impedem a editora de repassar os rendimentos da autora no país.

Editora Faber Anuncia Acordo e Justifica Decisão

A editora Faber confirmou que chegou a um acordo com Sally Rooney para que suas obras não sejam mais fornecidas no Reino Unido, em nenhuma formato. No entanto, a editora ressaltou que continuará a comercializar os livros da autora em outros países.

Em comunicado oficial, a Faber explicou que a legislação vigente no Reino Unido criou um cenário onde a editora não consegue repassar os rendimentos obtidos no país para Sally Rooney. “Vender a obra de uma escritora sem poder repassar a ela os rendimentos é uma situação inconcebível para uma editora”, declarou a empresa.

Sally Rooney Aceita Consequências de Suas Convicções

Sally Rooney, por sua vez, manifestou sua transparência em relação às suas intenções. “Fiz todo o possível para ser honesta com o público sobre minhas convicções e intenções e estou inteiramente disposta a aceitar as consequências”, afirmou a romancista em nota oficial.

A Palestine Action tem intensificado suas ações contra empresas de defesa com laços com Israel. O grupo foi proibido pouco depois de uma invasão a uma base da Força Aérea Real britânica em junho de 2025. A cofundadora do grupo, Huda Ammori, contestou a proibição, e embora a Alta Corte tenha decidido a seu favor inicialmente, o Tribunal de Apelação reverteu a decisão em junho. A Suprema Corte ainda deve analisar um recurso sobre o caso.

Controvérsia e Críticas à Proibição da Palestine Action

Desde a proibição, mais de três mil pessoas foram presas por exibirem cartazes em apoio à Palestine Action. A classificação do grupo como organização proscrita também tem sido alvo de críticas por parte de organizações de defesa das liberdades civis, que questionam a legalidade e a proporcionalidade da medida.

O caso de Sally Rooney se soma a outras controvérsias envolvendo figuras públicas e seu posicionamento em relação ao conflito no Oriente Médio. Recentemente, a atriz Susan Sarandon e a comediante Hannah Einbinder foram detidas em um protesto contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, demonstrando a polarização e o engajamento de personalidades em debates políticos atuais.