Romero Jucá, ex-ministro e ex-senador, afirma que o Centro foi excluído das decisões do governo Lula, e que isso pode influenciar a próxima eleição presidencial de forma decisiva
Romero Jucá, do MDB, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a estratégia do Centro para vencer as eleições, mas não manteve essa base no centro das decisões do governo.
Na avaliação do emedebista, essa exclusão enfraqueceu a presença do Centro nas discussões políticas e econômicas, e contribui para um cenário marcado pela rejeição entre eleitores.
As declarações foram dadas em entrevista ao WW e também foram veiculadas em reportagem da CNN Brasil, conforme entrevista concedida ao WW e reportagem da CNN Brasil.
Comparação com os primeiros mandatos de Lula
Jucá lembrou a experiência dos primeiros governos de Lula para explicar sua visão sobre a atual gestão. “No Lula 1 e no Lula 2, o presidente Lula escolheu o José Alencar para ser o vice-presidente, fez a carta aos brasileiros e trabalhou com a economia liberal para que o Brasil pudesse crescer”, disse o ex-senador, ao destacar que naquele período o governo era plural e estimulava o crescimento econômico.
Estratégia eleitoral que não se repetiu na gestão
Segundo Jucá, a mesma receita eleitoral foi usada na última eleição, com a escolha de Geraldo Alckmin como vice e o apoio da senadora Simone Tebet no segundo turno. No entanto, o ex-ministro critica a falta de continuidade dessa aliança no governo.
Ele afirmou, na íntegra, “Diferente dos dois mandatos, ele não chamou o centro para governar de fato. O centro não participou das discussões políticas do governo, das definições econômicas do governo. O centro teve ministérios específicos, mas não participou, não estava sentado na mesa da definição”.
O diagnóstico sobre o eleitorado e o risco do ‘império da rejeição’
Jucá descreve o atual quadro político como marcado pelo que chamou de “império da rejeição”, em que muitos eleitores votam mais contra um candidato do que a favor de outro. Para ilustrar, citou: “Não vou votar no Lula porque não quero o Bolsonaro, vou votar no Bolsonaro porque não quero o Lula”.
O ex-ministro alertou que emoções como “rejeição, ódio, raiva, não são bons conselheiros políticos”, e reforçou a ideia de que decisões motivadas por aversão podem prejudicar a construção de consensos.
O papel do Centro nas próximas eleições
Para Jucá, quem definirá as próximas eleições não será a direita nem a esquerda com seus seguidores fiéis, mas sim o Centro democrático, que defende “tranquilidade, equilíbrio e responsabilidade fiscal”.
Ele também avaliou que o Centro ainda está indeciso sobre um caminho claro. “O centro hoje, sinceramente, tem ouvido muitas pessoas, não sabe para onde vai”, concluiu o emedebista ao comentar sondagens que apontam possíveis cenários eleitorais.
As falas de Romero Jucá foram registradas na entrevista ao WW e detalhadas em reportagem da CNN Brasil, que explica que os textos gerados por inteligência artificial na emissora são baseados em cortes de vídeo e passam por checagem e revisão jornalística.