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Renato Gaúcho defende Neymar na Copa do Mundo, diz que levaria o camisa 10 ‘cegamente’ e recomenda usá-lo por 20 ou 30 minutos para decidir jogos

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Renato Gaúcho, em entrevista concedida a Romário, avaliou a possibilidade de convocar Neymar para a Copa do Mundo mesmo que o jogador não chegue 100% em termos físicos.

O treinador, atualmente sem clube, afirmou que usaria o atacante como elemento de decisão, entrando nos minutos finais para aproveitar a qualidade técnica e a experiência do camisa 10.

As declarações reacendem o debate sobre a escalação de atletas com condicionamento reduzido, e sobre o peso de um craque em partidas de alta pressão, conforme entrevista concedida a Romário.

O argumento de Renato sobre minutos decisivos

Renato defendeu a ideia de que a presença de Neymar pode alterar o destino de partidas mesmo com pouca carga de jogo, e explicou o raciocínio em detalhes.

Ele afirmou, textualmente, “O Brasil tem condições de ser campeão [Com Neymar]. A gente tem que saber separar. Ouvi algumas entrevistas, inclusive de Ancelotti, de alguns jornalistas. ‘Ah, o Neymar tem que ir para a Copa do Mundo se estiver 100%’. É uma opinião minha: discordo. Por quê? No momento em que você tem um craque como o Neymar, ele pode não estar 100% como os demais jogadores, mas, você ter uma capacidade de um jogador como ele… Leva para 20 ou 30 minutos”, pontuou.

Em outra passagem direta da mesma entrevista, Renato reforçou a estratégia de uso em períodos curtos, dizendo, “[Mesmo] se ele não estiver lesionado, 100% fisicamente, levaria. Em 20, 30 minutos. Ele não tem aquela condição física do adversário, mas o adversário vai estar cansado. Quando ele entrar, vai estar no mesmo nível. É um pensamento que tenho. Eu levaria o Neymar, cegamente, para a Copa do Mundo.”

O posicionamento do jogador e sua forma física

Neymar, por sua vez, falou de forma indireta sobre a possibilidade de ida ao Mundial após marcar dois gols na vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Vasco.

O atacante declarou, na saída de campo, “Semana passada, falaram que eu era o pior jogador do mundo. Eu acho que joguei melhor o jogo passado [contra o Novorizontino]. Futebol é assim, um dia você é o aposentado, outro você tem que ir para a Copa. Estou vivendo um dia de cada vez, estou trabalhando, ficando o melhor possível na minha forma. Meu segundo jogo de 90 minutos no ano. Estou trabalhando e me esforçando para entregar o melhor possível”, disse, na saída de campo.

Na temporada, o atacante fez apenas três jogos, informação que alimenta a discussão sobre risco, tempo de jogo e grau de condicionamento para a Copa.

Contexto da seleção e calendário

O debate sobre a convocação também tem outro ator, o treinador do clube de Neymar, Carlo Ancelotti, que afirmou que não pretende indicar jogadores que não estejam bem fisicamente, posicionamento que contrasta com a proposta de Renato.

Além disso, a próxima Data Fifa será no final de março, quando a Seleção Brasileira enfrentará a França no dia 26 e a Croácia no dia 31, janelas que podem definir testes e opções para a lista final do Mundial.

O dilema técnico e esportivo

A proposta de Renato coloca em xeque critérios médicos e táticos, ao privilegiar o efeito de um craque em minutos decisivos, e ao mesmo tempo exige avaliação rigorosa sobre riscos de lesão e impacto coletivo.

Enquanto a discussão segue, a pergunta que permanece é se a estratégia de levar um jogador para 20 ou 30 minutos será aceita pela comissão técnica e pela análise física, ou se prevalecerá a exigência de 100% de condição para a lista da Copa.