PT define estratégia para 2026: 12 governos estaduais e alianças com o Centrão
O Partido dos Trabalhadores (PT) já delineia seu plano para as eleições de 2026, com a meta de lançar 12 candidatos a governos estaduais. A estratégia envolve não apenas a disputa direta em diversos estados, mas também a formação de alianças com partidos do chamado Centrão, como MDB, PSD e União Brasil, em outras unidades da federação.
Essa movimentação visa consolidar a base de apoio do partido e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todo o país, adaptando-se aos cenários políticos regionais. A confirmação dessas candidaturas e alianças é fruto de negociações entre dirigentes petistas e seus potenciais parceiros políticos.
A definição dessas candidaturas e alianças, conforme apurado por dirigentes envolvidos nas negociações, mostra um partido em busca de consolidar sua força política em diferentes regiões do Brasil. Acompanhe os detalhes dessa estratégia que moldará o cenário eleitoral.
Lula terá palanques petistas em 10 estados confirmados
O presidente Lula terá a presença do PT em palanques de 10 estados confirmados para as eleições de 2026. As candidaturas petistas estarão em São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Rondônia e Roraima. Esses estados representam importantes bases eleitorais e regionais para o partido.
A presença do PT nesses estados demonstra a prioridade dada pela sigla em disputas diretas por governos estaduais, buscando ampliar sua representatividade e influência política. A expectativa é de campanhas fortes, com apoio direto da máquina federal em alguns casos.
Goiás e Maranhão: candidaturas prováveis, mas com indefinições
Em Goiás e Maranhão, a situação das candidaturas do PT ainda é considerada provável, mas não totalmente definida. No Maranhão, o partido avalia se lança o vice-governador Felipe Camarão (PT) como candidato ou se opta por uma aliança. Uma das possibilidades em estudo é o apoio ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).
Já em Goiás, apesar de haver petistas se apresentando como pré-candidatos, as últimas semanas viram cogitações sobre uma possível composição com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Contudo, as conversas nesse sentido não avançaram até o momento, deixando o cenário estadual em aberto.
Redução no número de candidatos petistas em comparação a pleitos anteriores
A decisão de lançar 12 candidatos em 2026 representa uma redução em comparação a eleições passadas. Em 2022, o PT contou com 13 candidatos a governador, e em 2018, o número chegou a 16. Essa diminuição indica uma estratégia mais focada em estados considerados prioritários e na formação de alianças.
A sigla optará por não ter candidatos próprios em estados da região Sul. No Rio Grande do Sul, o PT apoiará Juliana Brizola (PDT); em Santa Catarina, Gervásio Merisio (PSB); e no Paraná, Requião Filho (PDT). Essa postura reforça a política de alianças em detrimento de candidaturas isoladas.
Alianças estratégicas com MDB, PSD e União Brasil pelo país
A estratégia de alianças do PT se estende a diversos estados, com apoio a candidatos de partidos como MDB, PSD e União Brasil. Na região Nordeste, por exemplo, o partido estará ao lado do MDB em Alagoas e no Pará. Em outros estados, a parceria será com o PSD no Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins.
No Amapá, o PT firmará aliança com o União Brasil. Essas composições demonstram a flexibilidade da sigla em buscar caminhos para consolidar sua influência política, mesmo quando não lança um candidato próprio, negociando palanques em diferentes espectros políticos.