PSTU anuncia apoio “crítico” a Lula no segundo turno e justifica decisão contra Flávio Bolsonaro
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), legenda pela qual Hertz Dias concorreu à Presidência da República, anunciou nesta quarta-feira (7) um apoio considerado “crítico” à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Hertz Dias obteve 0,04% dos votos válidos no primeiro turno, totalizando 43 mil votos.
A decisão do PSTU não significa um endosso ao governo petista ou à chamada “frente ampla” que se formou em torno da candidatura de Lula. A legenda ressalta que a escolha se baseia na necessidade de barrar um possível governo de Flávio Bolsonaro (PL), que disputará o segundo turno contra Lula após obter 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Hertz Dias detalhou os motivos por trás do voto “crítico”, enfatizando a **preocupação com os rumos do país** sob uma eventual gestão bolsonarista. Conforme informação divulgada pelo partido, a ofensiva do imperialismo norte-americano na América Latina e contra o Brasil seria aprofundada, resultando em mais ataques à classe trabalhadora e aos setores oprimidos.
Riscos de um governo Bolsonaro, segundo o PSTU
O PSTU argumenta que um governo de Flávio Bolsonaro representaria um cenário de **maior violência nas periferias**, intensificação das privatizações e uma aproximação estratégica com os Estados Unidos. O partido também expressou receio quanto a uma possível restrição das liberdades democráticas no país.
“Um governo de Flávio Bolsonaro no Brasil não passaria de um governo fantoche do imperialismo norte-americano em solo brasileiro”, afirmou Hertz Dias, destacando a gravidade do cenário que, na visão do partido, se configuraria.
Críticas ao governo Lula e à “frente ampla”
Apesar do apoio declarado a Lula, o PSTU fez ressalvas importantes. O partido considera que o governo petista **não cumpriu a promessa de derrotar a extrema direita**, que, segundo Hertz Dias, “está mais forte”.
Adicionalmente, o PSTU critica a administração de Lula por ter governado em aliança com setores empresariais, banqueiros, o agronegócio e partidos de centro e direita. A adoção do arcabouço fiscal pelo governo petista também foi um ponto de discordância.
“É nesse sentido que nós estamos chamando o voto contra Bolsonaro, o **voto crítico no PT**”, concluiu Hertz Dias, reforçando a posição de **apoio tático, mas não incondicional**, ao candidato petista no segundo turno.
