PF mira deputado federal e escritório de advocacia em investigação de contratos milionários no Rio de Janeiro.
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Castratio, focando no escritório de advocacia do deputado federal reeleito Marcelo Queiroz (PSDB) e pessoas próximas a ele. A investigação busca desvendar uma suposta organização criminosa que atuava na Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (SEAPA).
O cerne da apuração são contratos que somam R$ 200 milhões, destinados à castração e esterilização de animais, firmados quando Marcelo Queiroz chefiava a pasta. A defesa do deputado nega veementemente qualquer participação em atos ilícitos.
Esta nova etapa da operação visa determinar a extensão da rede criminosa e suas práticas ilegais, com indícios de crimes como peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. Conforme informações divulgadas pela Polícia Federal, a operação cumpre mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e Niterói, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Relembre a primeira fase e as alegações da defesa
A primeira fase da Operação Castratio ocorreu em maio de 2026, quando Marcelo Queiroz já era alvo de suspeitas de fraude em licitações no governo do Rio de Janeiro. Na ocasião, a defesa do deputado já se manifestava, afirmando que Queiroz jamais participou ou teve conhecimento de qualquer ilegalidade.
Em nota oficial, a equipe de defesa do parlamentar destacou que ele tem colaborado com as investigações. A defesa ressalta que o deputado demonstrou a **absoluta regularidade** das contratações realizadas durante sua gestão na Secretaria estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A nota também menciona que os contratos foram submetidos ao controle do Tribunal de Contas e da Controladoria, sem apontamentos de irregularidade.
Queiroz se apresenta como idealizador de programa de castração
Marcelo Queiroz se autodenomina o idealizador do que descreve como o maior programa de castração gratuita de animais do mundo, implementado no Estado do Rio de Janeiro. Diante disso, o parlamentar se coloca como o principal interessado no completo esclarecimento dos fatos e reitera sua confiança nas instituições responsáveis pela investigação.
A defesa informa que o deputado permanece à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários, reforçando seu compromisso com a transparência e a legalidade de suas ações à frente da SEAPA.
Suspeitas de crimes graves e busca por provas
A investigação da PF aponta para a possibilidade de crimes como **peculato**, **corrupção passiva e ativa**, e **lavagem de dinheiro**. A atuação da suposta organização criminosa no âmbito da SEAPA está sob escrutínio, com a PF buscando coletar provas que confirmem as suspeitas.
Os mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF visam coletar documentos, dados e outras evidências que possam comprovar a extensão da atuação criminosa e o envolvimento de pessoas ligadas ao deputado. A operação busca, portanto, aprofundar o entendimento sobre as práticas ilegais e identificar todos os responsáveis.
