Com aclimatação em Obertilliach e transferência a Predazzo, a delegação busca adaptação climática e ritmo de competição para a Paralimpíada de Inverno Milão-Cortina 2026, com oito atletas
A preparação para a Paralimpíada de Inverno exige adaptação mais longa do que para Jogos de Verão, por causa das condições de frio e neve, e o Time Brasil segue um plano específico para chegar pronto.
Os atletas estão na Europa desde dezembro de 2025, disputando etapas da Copa do Mundo e acelerando a reta final de treinos, com ênfase em aclimatação e ritmo de prova.
Conforme informação divulgada pelo g1.
Planejamento e aclimatação
Desde segunda-feira (23), os atletas cumprem período de aclimatação em Obertilliach, na Áustria, escolhida estrategicamente por oferecer condições climáticas semelhantes às das cidades-sede italianas e por estar no mesmo fuso horário, o que facilita o ajuste ao ambiente de competição.
A escolha de Obertilliach permite treinos em pistas com perfil técnico semelhante ao que os atletas encontrarão em Milão e Cortina, e a equipe técnica monitora sono, nutrição e carga de treino para evitar desgaste.
Reta final e deslocamento para a Vila
A delegação segue para a Vila dos Atletas, em Predazzo, no dia 3 de março, três dias antes da abertura oficial do evento, que será disputado até o dia 15, buscando a última etapa de adaptação e reconhecimento dos locais de prova.
O cronograma prevê treinamentos leves e sessões de reconhecimento, com foco em minimizar riscos e manter o estado físico ideal para as provas iniciais do Time Brasil.
Time Brasil e expectativas
O Brasil será representado por oito atletas em competições: Wellington da Silva, Elena Regina, Guilherme Cruz Rocha, Aline Rocha, Cristian Ribera e Robelson Lula, no esqui cross-country, além de Vitória Machado e André Barbieri, no snowboard, anunciados pela comissão técnica como a maior delegação brasileira já enviada a Jogos de Inverno.
Os nomes são referências em suas respectivas classes, e a expectativa é manter a evolução mostrada nas Copas do Mundo, com atenção especial às provas de resistência e técnica do esqui cross-country.
Histórico e metas
Esta será a quarta participação do país em Jogos Paralímpicos de Inverno, desde a estreia nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Sochi 2014, marca que mostra a consolidação do projeto brasileiro para modalidades de neve.
O melhor resultado brasileiro até hoje foi a sexta colocação de Cristian Ribera nos 15 km do esqui cross-country nos Jogos Paralímpicos de Inverno de Pyeongchang 2018, referência que alimenta as ambições do time para melhorar posições e buscar finais nas provas individuais.
Com foco em adaptação, ritmo de prova e gestão de carga, a delegação brasileira entra na fase final de preparação com a meta de disputar as vagas de ponta e ampliar a presença do país em finais e pódios na Paralimpíada de Inverno Milão-Cortina 2026.