Pânico 7 chega para o público nesta quinta, dia 26, trazendo Sidney Prescott de volta ao centro da trama, agora também com sua filha, Tatum, como alvo do novo assassino Ghostface.
Ao longo de três décadas, a franquia alternou enredos, personagens e estilos, e este sétimo capítulo tenta conciliar veteranos e sangue novo, enquanto incorpora tecnologia e inteligência artificial como elemento da história.
Reunimos as avaliações da imprensa internacional para avaliar se Pânico 7 vale a pena, confira as opiniões dos críticos do The Hollywood Reporter, Deadline, Variety, Mashable e The Guardian.
Por que o retorno de Neve Campbell importa
Para Frank Schek, do The Hollywood Reporter, a franquia ganha muito com o retorno de Neve Campbell, pois “a ausência foi profundamente sentida no filme anterior”. Schek também observa que a produção “acompanhou a tecnologia moderna” e que a inteligência artificial se tornou um elemento fundamental desta vez, o que atualiza o terror para o contexto digital.
O que os críticos elogiaram
Pete Hammond, do Deadline, resume a importância do retorno de Campbell, ao afirmar que “Campbell é indispensável e uma atriz sólida que nunca exagera no terror, mas chega com tudo quando sua filha herda a maldição do Ghostface”. Kristy Puchko, da Mashable, elogia a mistura entre elenco jovem e veteranos, dizendo que “‘Pânico 7’ é um retorno à boa forma”, e que o filme tem “energia irreprimível” e um “alívio cômico” que torna a experiência “incrivelmente e descabadamente divertida”.
As críticas e pontos fracos apontados
Nem todas as avaliações foram favoráveis. Schek critica a previsibilidade, dizendo, “Fique à vontade para fazer suas apostas sobre qual deles, ou quem quer que seja, é a pessoa, ou pessoas, por trás da máscara, mas pode ter certeza de que será uma decepção. A sensação de familiaridade excessiva seria mais tolerável se os diálogos fossem tão originais e engraçados quanto nos primeiros filmes, ou se as mortes fossem coreografadas com mais criatividade. Mas há um ar mecânico na narrativa que faz de Pânico 7 uma experiência arrastada”.
Owen Gileberman, da Variety, afirma que o roteiro “voltou ao básico, e embora tente ser sedutoramente complexa, é na verdade, básica”, ainda que reconheça que os sustos e risadas devam manter o público nas salas pelo fim de semana. Benjamin Lee, do The Guardian, pondera que Kevin Williamson não consegue mais “capturar a ponto da novos personagens se destacarem” e que, com muitos elementos em jogo, o filme às vezes perde o equilíbrio, “mas Campbell e Cox têm mais espaço para brilhar”.
Vale a pena ver Pânico 7? O balanço final
Se você é fã da franquia e quer ver o retorno de personagens-chave, Pânico 7 entrega momentos de suspense, humor e cenas que funcionam bem no cinema, sustentadas pelo carisma de Neve Campbell e Courteney Cox. Por outro lado, espectadores que buscam renovação profunda ou reviravoltas surpreendentes podem sair frustrados com a previsibilidade e a sensação de repetição apontadas por parte da crítica.
No fim, a experiência depende do que você busca, nostalgia ou novidade, e as críticas reunidas indicam um filme que diverte, mas não reinventa, e que tem pontos fortes no elenco e pontos fracos no roteiro.