Nitro lança tecnologia inédita para soja com investimento milionário, focando em controle de crescimento e ganho de produtividade.
Após um investimento expressivo de R$ 15 milhões e seis anos dedicados à pesquisa, a Nitro apresentou ao mercado uma tecnologia revolucionária para o manejo do crescimento da soja. A novidade promete controlar o porte da planta sem sacrificar a produtividade, uma demanda antiga dos sojicultores.
A expectativa é de que o produto, um líquido de aplicação inicial na lavoura em estágio vegetativo, seja rapidamente adotado pelos produtores já na atual safra. A empresa aposta na eficiência fisiológica para otimizar o cultivo, marcando um novo padrão de manejo.
O desenvolvimento complexo da formulação buscou solucionar um problema crônico na cultura da soja: o excesso de vigor vegetativo que, paradoxalmente, limita a produtividade. A informação foi divulgada com exclusividade pelo CNN Agro.
Tecnologia Inovadora: Controle Vegetativo com Ganho de Produtividade
O diretor de pesquisa e desenvolvimento da Nitro, Robson Mauri, explicou que o longo período de pesquisa foi necessário devido à complexidade da formulação. A tecnologia visa regular o crescimento da soja, um desafio histórico para os agricultores. O investimento foi direcionado para a fase de pesquisa, e o retorno ainda não tem previsão.
Mesmo em um cenário financeiro desafiador para o agronegócio, a Nitro projeta que o novo produto alcance inicialmente 300 mil hectares de soja até o final de 2026. Os testes de campo validaram ganhos médios superiores a 4 sacas por hectare, com consistência acima de 85%.
“Um dos principais gargalos hoje é o excesso de vigor vegetativo que limita a produtividade”, afirmou Mauri. Ele ressaltou que esta é a primeira tecnologia capaz de controlar o crescimento da planta sem prejudicar sua capacidade produtiva, superando práticas antigas como a poda.
Molécula de Síntese Complexa e Proteção de Patente
A nova tecnologia faz parte de uma linha premium da Nitro e é baseada em uma molécula de síntese complexa, o que motivou o pedido de patente. “É uma molécula mais difícil de ser sintetizada, e estamos com pedido de patente para proteger a pesquisa”, disse Mauri.
A empresa busca, com o desenvolvimento local, reduzir a dependência externa, especialmente em um contexto de instabilidade geopolítica e volatilidade de custos. A Nitro possui seis parques fabris e 400 centros de pesquisa e desenvolvimento focados em “produzir ciência brasileira”.
Expansão Internacional e Novos Investimentos em Bioinsumos
Após a consolidação no mercado brasileiro, a Nitro planeja expandir a tecnologia para outros países da América Latina, com foco inicial no Paraguai. A empresa já atua em todas as regiões produtoras de soja do Brasil.
Além desta inovação, a Nitro está investindo no desenvolvimento de soluções para mitigar estresses ambientais nas lavouras, como déficit hídrico e pressões biológicas. Estão sendo desenvolvidas moléculas e um conjunto de microrganismos para esse fim.
Parte dessas novas soluções deve entrar em fase de testes pré-comerciais ainda este ano, com lançamento previsto para 2027. A estratégia da empresa é atuar próximo ao produtor, focando em ganhos de produtividade em um cenário de custos estáveis.
Crescimento Expressivo e Metas Ambiciosas para o Futuro
Em apenas cinco anos de atuação no agronegócio, a Nitro alcançou uma receita bilionária. Em 2025, a receita líquida da divisão agrícola superou R$ 1 bilhão. O grupo projeta dobrar o faturamento do agro até 2029, visando R$ 2,28 bilhões, impulsionado principalmente por bioinsumos.
“Nosso guidance é estar ombro a ombro com o produtor para enfrentar esses desafios”, reforçou Mauri. A empresa reforça seu compromisso em oferecer soluções que promovam a eficiência e a sustentabilidade na produção de soja.