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Netanyahu ordena fechamento da Cisjordânia após ataque mortal a posto de controle militar israelense

Netanyahu ordena fechamento da Cisjordânia após ataque mortal a posto de controle militar israelense

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou o fechamento da Cisjordânia ocupada em resposta a um ataque a tiros que resultou na morte de dois soldados israelenses e deixou outros três feridos. A ação militar ocorreu em um posto de controle próximo à cidade de Hebron.

As Forças Armadas de Israel (FDI) impuseram um “cerco total” a Hebron após o incidente. Netanyahu instruiu as FDI a se prepararem para um fechamento completo da Cisjordânia a partir desta sexta-feira, embora os detalhes sobre o início e a duração da medida ainda não estejam claros.

O ataque, que ocorreu poucos dias antes das eleições em Israel, intensifica a segurança em um momento politicamente sensível para Netanyahu. Conforme informação divulgada pelas FDI, os dois agressores palestinos foram mortos a tiros pelas forças israelenses. As buscas por possíveis cúmplices continuam na região.

Ataque em Hebron e resposta imediata de Israel

O incidente teve início com dois homens armados palestinos abrindo fogo contra um posto de controle militar israelense. As FDI informaram que os agressores foram neutralizados, mas não detalharam se as vítimas mortais e feridas eram militares ou civis. Vídeos do local mostram um confronto prolongado, com intensas trocas de tiros.

Um socorrista israelense relatou que os disparos duraram cerca de 20 minutos, dificultando o resgate dos feridos. As autoridades israelenses encontraram um veículo utilizado pelos atacantes, que continha uma quantidade significativa de munição, indicando a possibilidade de um ataque de maior escala.

O chefe do Estado-Maior das FDI, tenente-general Eyal Zamir, classificou o ocorrido como um “grave ataque terrorista” e elogiou a rápida resposta dos soldados, que, segundo ele, impediu um desfecho ainda pior. Zamir também anunciou a intensificação das operações de inteligência e a realização de novas prisões de suspeitos na área.

Contexto político e reações ao ataque

Este ataque ocorre a apenas quatro dias das eleições em Israel, um pleito que se configura como um teste importante para Benjamin Netanyahu, que busca reforçar sua imagem de líder forte em segurança. O Hamas elogiou a ação, mas não assumiu a autoria direta.

Netanyahu declarou em comunicado que Israel perseguirá os terroristas do Hamas e seus mandantes, “onde quer que estejam e a qualquer momento”. Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu e ex-chefe do Estado-Maior das FDI, expressou votos de pronta recuperação aos feridos, demonstrando a gravidade da situação.

Aumento da tensão e futuras operações

A ordem de fechamento da Cisjordânia reflete a política de linha dura adotada por Netanyahu em relação à segurança. A descoberta de uma grande quantidade de munição no veículo dos atacantes sugere que o plano poderia ter resultado em um número muito maior de vítimas, tanto civis quanto militares.

As FDI reiteraram que continuarão a intensificar suas operações na região, buscando desmantelar quaisquer redes de apoio a ataques terroristas. A expectativa é de que a tensão na Cisjordânia permaneça elevada nas próximas semanas, com possíveis novas medidas de segurança sendo implementadas.