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Marinha e SIATT anunciam MARSUP, mísseis ar-superfície antinavio para aviões e helicópteros, projeto adapta MANSUP para ampliar capacidade de afundar navios

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Marinha e SIATT estudam o desenvolvimento do MARSUP, mísseis ar-superfície antinavio lançados por aeronaves, adaptando tecnologia do MANSUP para ampliar defesa e alcance

Um novo projeto pretende levar à aviação naval brasileira um míssil capaz de atacar navios, lançado por aviões e helicópteros, com foco em aumentar a capacidade antinavio da Força.

A iniciativa parte de uma base tecnológica já conhecida, com a proposta de adaptar o sistema MANSUP para uso aéreo, sem começar o desenvolvimento do zero.

As informações sobre o protocolo e o estudo para o desenvolvimento do MARSUP foram divulgadas pela Marinha do Brasil e pela SIATT, conforme informações divulgadas pela Marinha do Brasil e pela SIATT.

O que é o MARSUP e como ele nasce do MANSUP

O MARSUP é concebido como um míssil ar-superfície antinavio, ou seja, um míssil lançado por aeronaves com objetivo de atingir alvos no mar.

A proposta é adaptar para emprego aéreo a tecnologia já desenvolvida no MANSUP, o Míssil Antinavio de Superfície, hoje projetado principalmente para lançamento a partir de navios.

Essa adaptação permitiria, na prática, ampliar a capacidade antinavio da aviação naval sem a necessidade de criar um sistema completamente novo.

Acordos, propriedade intelectual e produção

Em 2025, a Marinha e a SIATT assinaram um acordo de compartilhamento de propriedade intelectual para o desenvolvimento e a produção do míssil.

O contrato define regras de uso, modificações, produção e exploração comercial dos mísseis no Brasil e no exterior, com pagamento de royalties à Marinha, conforme as informações fornecidas pelas partes.

Na prática, isso significa que os sistemas poderão ser utilizados pelas Forças Armadas brasileiras e também exportados, segundo a mesma divulgação.

Implicações para a aviação naval e para o poder antinavio

Para a Marinha, o projeto representa a chance de dotar aeronaves de uma capacidade maior de combater navios inimigos, fortalecendo a defesa de costas e áreas marítimas estratégicas.

A existência de uma versão aérea do MANSUP pode também facilitar integração em diferentes plataformas e ampliar o alcance de emprego, especialmente se a variante MANSUP-ER servir de base para evoluções.

O MANSUP é hoje considerado um dos principais projetos estratégicos da Marinha e foi projetado para equipar navios da Força, incluindo as fragatas da Classe Tamandaré.

Quem é a SIATT e o papel do EDGE Group

A SIATT é uma empresa brasileira especializada em armamentos inteligentes, parceira neste protocolo com a Marinha.

Entre seus sócios está o EDGE Group, conglomerado de defesa com sede em Abu Dhabi, que adquiriu participação na empresa em 2023.

O grupo, segundo a própria divulgação, “já investiu cerca de R$ 3 bilhões no Brasil e tem ampliado presença na indústria nacional de defesa.”

O envolvimento de investidores internacionais e acordos de propriedade intelectual criam uma ponte para produção local e possibilidades de exportação, respeitando os termos de royalties previstos no contrato.

O desenvolvimento do MARSUP ainda depende de estudos técnicos e testes, e o protocolo assinado é a etapa inicial para avaliar viabilidade, adaptação de componentes e integração em plataformas aéreas.

Fontes oficiais apontam que o projeto pode acelerar a capacidade da aviação naval em operar com mísseis antinavio nacionais, mantendo controle sobre tecnologia, produção e comercialização.