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Lulinha investigado pela PF após menções em conversas e passagens com o mesmo localizador, autorização de André Mendonça para quebra de sigilo bancário e fiscal

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PF intensifica apurações sobre Lulinha após menções em celulares, depoimentos e passagens compradas com o mesmo localizador, com sigilo autorizado por ministro

A Polícia Federal abriu investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, depois de encontrar menções ao seu nome em conversas, documentos e depoimentos relacionados a possíveis irregularidades.

Investigadores apontaram também para passagens aéreas compradas com o mesmo localizador para Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger, o que motivou aprofundamento das apurações.

As autoridades obtiveram autorização para a quebra de sigilo bancário e fiscal em janeiro, decisão que foi mantida em sigilo até a divulgação, conforme informação divulgada pela CNN Brasil e pelo site Poder 360.

Como começou a apuração

A PF informou ao Supremo Tribunal Federal que vinha realizando apurações desde o final do ano passado, a partir de menções encontradas em celulares, conversas, depoimentos e documentos que citavam Lulinha.

De acordo com a apuração, essas referências foram consideradas suficientes para levar a corporação a aprofundar as checagens, com foco em conexões financeiras e movimentações associadas aos nomes citados.

Conversas e a ligação com o “careca do INSS

Um dos elementos que motivou a investigação foi a menção ao nome de Lulinha em uma conversa entre Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS“, e a empresária Roberta Luchsinger, que teria, segundo as apurações, feito a ponte entre as partes.

O relatório da PF, segundo as informações apuradas, não apresenta indícios concretos de que Lulinha seria sócio do “careca do INSS”, mas os investigadores entenderam ser necessário aprofundar os elementos levantados.

Passagens com o mesmo localizador e depoimentos

Investigadores apontaram que passagens aéreas compradas com o mesmo localizador para Lulinha e Roberta Luchsinger indicam compras simultâneas, fato que chamou atenção pela coincidência das emissões.

Além disso, o depoimento do empresário Edson Claro teria citado Lulinha como possível parceiro de Antônio Carlos Camilo Antunes, informação que integrou a base de checagem da PF.

A autorização para a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha foi assinada pelo ministro André Mendonça em janeiro, e permaneceu em sigilo até ter sido divulgada publicamente após episódio na CPMI do INSS, relatado em primeiro lugar pelo site Poder 360 e confirmado pela CNN Brasil.

Próximos passos e impactos

A PF decidiu aprofundar apurações, com análise de documentos, movimentações financeiras e demais elementos que possam esclarecer vínculos e eventual participação nas operações investigadas.

O caso ainda está em fase de investigação, e autoridades ressaltam a necessidade de apuração completa antes de conclusões, preservando o direito à presunção de inocência enquanto as diligências seguem em andamento.