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Lula embarca para Juiz de Fora após criticar Zema por R$ 3,5 bilhões não usados, sobrevoo e coordenação de socorro às vítimas das chuvas em Minas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste sábado rumo a Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, uma das regiões mais castigadas pelas fortes chuvas dos últimos dias.

Antes de chegar ao município, Lula fará um sobrevoo pelas áreas afetadas e, na sequência, se reunirá com os prefeitos das cidades mais impactadas, entre elas Ubá e Matias Barbosa, para alinhar ações emergenciais.

O deslocamento ocorre um dia após o presidente criticar o governador Romeu Zema sobre a aplicação de recursos do Novo PAC, conforme informação divulgada pelo g1.

Sobrevoo, reuniões e foco imediato nas vítimas

Na agenda em Juiz de Fora, Lula participa de um sobrevoo pelas regiões mais atingidas e, depois, conversa com prefeitos locais para mapear prioridades. O presidente também determinou o envio de equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil nacional.

Em publicação na rede social X, Lula escreveu, “Determinei pronta mobilização do governo do Brasil para auxiliar a população da região”, e reforçou o objetivo, “Nosso foco é garantir a assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio às pessoas desabrigadas e o suporte à reconstrução, […] Quero enviar meus profundos sentimentos às famílias que perderam seus lares e, o que é pior, os seus entes queridos”.

Críticas a Romeu Zema e debate sobre o Novo PAC

Um dia antes da viagem, Lula disse que o governador de Minas, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, não teria utilizado os recursos destinados ao estado por meio do Novo PAC, no valor de R$ 3,5 bilhões. O presidente afirmou que “Isso é o resultado do descaso histórico que se tem com o povo pobre desse país”.

Questionado sobre o que caberia ao governador, o ministro das Cidades Jader Filho respondeu de forma objetiva, “Apresentar o projeto e a documentação para que as obras pudessem ser contratadas”, segundo a fonte.

Recursos federais e assistência emergencial

Desde o início das chuvas, o governo federal já disponibilizou R$ 5,4 milhões para Minas Gerais, com o objetivo de financiar ações emergenciais de resposta aos desastres. Esses recursos visam socorro às vítimas, assistência humanitária e recuperação das áreas prejudicadas.

Além do aporte financeiro, há mobilização de equipes de saúde e defesa civil, e medidas para acelerar a contratação de serviços necessários à resposta imediata.

Impacto das chuvas, números e estado de calamidade

Segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a Zona da Mata já registrou 68 mortes em decorrência das chuvas. Ainda há cinco pessoas desaparecidas em Ubá e Juiz de Fora, e, no total, 238 pessoas foram resgatadas na área.

O número de desalojados e desabrigados ultrapassa 5.510 pessoas nos três municípios. Juiz de Fora foi a cidade mais afetada, o que levou o governo federal a decretar estado de calamidade pública por 180 dias, para agilizar contratações e o acesso a recursos estaduais e federais.

As chuvas intensas começaram na noite de segunda-feira, dia 23, e persistem em várias regiões, especialmente na Zona da Mata, considerada epicentro, com precipitação que superou o dobro da média histórica para fevereiro.

O presidente havia retornado de viagem à Ásia na quarta-feira, dia 25, e manteve contato com autoridades locais, entre elas a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, ao longo das últimas diligências de apoio.