Motiva supera projeções com estratégia de otimização e expansão de portfólio
A Motiva apresentou um desempenho financeiro robusto no primeiro trimestre de 2026, registrando um lucro líquido ajustado de R$ 627 milhões. Este valor representa um crescimento expressivo de 14% acima do consenso projetado por analistas, sinalizando uma gestão eficaz e uma estratégia de crescimento bem-sucedida.
O CFO da companhia, Rodrigo Araújo, atribuiu esse resultado positivo a uma combinação de fatores estratégicos. Entre eles, destacam-se a **reciclagem de ativos com desempenho inferior** e a **incorporação de novas concessões** ao portfólio da empresa, demonstrando uma abordagem proativa na gestão de seus negócios.
Apesar de a receita ter ficado R$ 850 milhões abaixo da projeção de mercado, totalizando R$ 3,333 bilhões, Araújo esclareceu que a discrepância se deve, em parte, à descontinuidade da plataforma de aeroportos. Conforme informação divulgada pela companhia, ao ajustar para bases comparáveis, a diferença na receita é de aproximadamente 2%.
Venda de Aeroportos e Ganho de Capital
A venda da plataforma de aeroportos para a Mexicana Sur, formalizada em novembro do ano passado, está sendo contabilizada como uma operação descontinuada. A expectativa é que o encerramento oficial da transação ocorra entre julho e agosto deste ano. Nesse momento, a Motiva prevê registrar um **ganho de capital**, uma vez que a venda foi efetuada por um valor superior ao contábil.
Alavancagem Natural e Projeções Futuras
A alavancagem da Motiva se encontra em 3,6 vezes, um patamar considerado natural para o setor de infraestrutura, segundo Araújo. Ele ressaltou que diversos ativos da companhia ainda estão em fases iniciais de maturação, como a Rio SP (antiga Dutra), a PR Vias no Paraná, a Motiva Pantanal e a Sorocabana. Esses projetos, por estarem no começo, naturalmente apresentam uma alavancagem maior que tende a diminuir com o tempo.
Olho em Novas Concessões Estratégicas
A Motiva demonstra forte interesse em adquirir novas concessões, com foco especial no leilão da Regis Bittencourt, previsto para julho. Essa concessão é vista como crucial para a conexão com Curitiba e para complementar o portfólio rodoviário já existente. Além disso, a empresa está atenta a ativos metroviários em São Paulo, como as linhas 1 e 2, alinhados à sua estratégia de expandir em modais essenciais para a logística brasileira.