Jesse Buckley Bafta 2026, prêmio de Melhor Atriz por Hamnet, reconhecimento pela interpretação de Agnes em filme dirigido por Chloé Zhao e baseado no romance vencedor
Jesse Buckley foi consagrada com o prêmio de Melhor Atriz no Bafta neste domingo (22), pela sua atuação em Hamnet, da diretora Chloé Zhao.
A obra, que acompanha o luto de Agnes após a morte do filho, foi indicada em categorias como Melhor Filme, Direção, Atriz e Roteiro Adaptado, reforçando o impacto da adaptação.
conforme informação divulgada pela CNN Brasil, com informações de Dora Arai.
A cerimônia e o reconhecimento
Na noite de premiação, a vitória de Jesse Buckley chamou atenção por trazer ao centro uma narrativa íntima e dolorosa, que dialoga com a tradição shakespeariana sem nomear diretamente o dramaturgo.
O prêmio confirma a recepção crítica da atriz e eleva a presença do filme entre os principais concorrentes do Bafta 2026, ao lado de indicações em categorias-chave.
Sobre o filme Hamnet
Hamnet é inspirado no romance histórico homônimo da escritora irlandesa Maggie O’Farrell, publicado em 2020, e adaptado para o cinema por Chloé Zhao.
No romance, a história se passa em 1596, quando Hamnet, o filho de 11 anos de William Shakespeare, morre em uma pequena cidade da Inglaterra por causas desconhecidas, e a trama segue as consequências desse acontecimento na vida da família.
O livro, vencedor do Women’s Prize for Fiction em 2020, centra-se na figura de Agnes, retratada como excêntrica e ligada à natureza, que tenta de várias formas salvar o filho e lidar com a perda.
A personagem Agnes e a adaptação
Na narrativa, Agnes caminha pela propriedade da família com um falcão pousado na luva, e é descrita como alguém que possui dons extraordinários, como prever o futuro e usar plantas para curas, traços que aparecem de forma sensível no filme.
O marido, personagem que nunca recebe nome no romance, é apenas referido como “seu marido” ou “o pai”, o que reforça o foco da história na experiência da mãe e no impacto do luto sobre o núcleo familiar.
Por que a vitória importa
A consagração de Jesse Buckley no Bafta 2026 coloca em evidência adaptações literárias que revisitram figuras históricas por meio de olhares íntimos, e confirma a força do material original de Maggie O’Farrell.
Para o público brasileiro, a premiação reforça o interesse por narrativas que exploram perdas pessoais e memórias esquecidas, assim como a importância de atuações que humanizam personagens do passado.