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Jaques Wagner afirma que votação sobre quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS foi ‘manipulada’ e anuncia recurso ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou que a votação sobre a quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS foi alvo de irregularidade, em entrevista concedida nesta quinta-feira.

Ele classificou o episódio como um problema grave no procedimento da comissão e disse que o PT buscará medidas institucionais para contestar o resultado.

As declarações foram feitas à CNN, após sessão que precisou ser suspensa por conta de bate-boca e empurrões entre parlamentares, conforme informação divulgada pela CNN.

O que disse Jaques Wagner

Sobre a votação, Jaques Wagner afirmou categoricamente, “Houve uma manipulação, prefiro não adjetivar e, portanto, não sei exatamente como esse imbróglio vai terminar”.

Ele também descreveu o clima na sessão, reproduzindo o tom de indignação com a proclamação do resultado, “Um absurdo, realmente foi-se as vias de fato porque as pessoas ficaram indignadas com a proclamação do presidente Carlos Viana sobre o resultado. Não há como negar que o número nosso era 14 e não 7 e quem ganha é a maioria”.

Wagner reforçou a crítica ao tratamento dado ao caso no Congresso, “Na minha opinião, um horror porque eu acho que o tratamento dentro do Congresso deveria se dar de outra forma, mas não há como se calar”.

Suspensão da sessão e situação na CPMI

A sessão que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha foi suspensa depois de discussões acaloradas e empurrões entre parlamentares, episódio que elevou a tensão em torno dos procedimentos da comissão.

O presidente Carlos Viana proclamou o resultado que autoriza a medida, mas, segundo Wagner, houve discrepância nos números alegados, o que motivou a contestação do bloco governista.

Próximos passos, recursos e possibilidades

Jaques Wagner informou que o partido pretende recorrer da decisão tomada na CPMI e procurar o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, para debater o caso.

“Nós estamos muito tranquilos, vamos continuar brigando por aquilo que achamos correto e vamos ver. O presidente Davi deve submeter isso à mesa ou à Comissão de Justiça do próprio Senado, e vamos ver qual a decisão. Na verdade, como essa CPI é mista, o comando é realmente do presidente do Congresso, mas acaba envolvendo também o presidente Hugo Motta”, declarou o líder.

Sobre depoimentos e equilíbrio na investigação

Wagner afirmou que Lulinha pode prestar esclarecimentos à comissão, desde que o processo seja conduzido com equilíbrio e imparcialidade.

Ele disse, “Ele pode prestar esclarecimento, mas nós não podemos ter uma CPI com cacoete para um lado só. Ele pode prestar depoimento, eu quero saber porque o cunhado do Vorcaro não pode”.

O desenrolar do recurso e as decisões do presidente do Congresso e das instâncias competentes serão determinantes para definir se a quebra de sigilo segue valendo, se será revista, ou se haverá nova votação, mantendo o impasse político e institucional em torno da investigação.